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Simplesmente Simples

Simplesmente Simples

Felicidade ao Meu Alcance

Hoje é com a querida Sofia que me inspiro.

A Sofia tem 32 anos e divide a sua paixão entre o marketing, a escrita e o desenvolvimento pessoal. Ela acredita que podemos sempre ser mais felizes se formos genuínos e verdadeiros connosco mesmos.

Inspirada nessa felicidade a Sofia tem um blog - um espaço de partilha nesta busca da felicidade e sobre ser mais feliz. Como mote do seu projecto a Sofia desafia-nos: “be happy, be bright, be you!”

 

Falar de felicidade é falar de algo tão abrangente quanto pessoal. Não é possível ter um conceito do que é ou deve ser a felicidade, porque ela é diferente de pessoa para pessoa. Só tu sabes o que te faz feliz. Mas a tua felicidade, será possível defini-la? E, mais do que defini-la, será possível tê-la mais presente no teu dia-a-dia?

 

Embora não se possa chegar a um conceito único sobre o que é a felicidade, existem alguns exercícios que te podem ajudar, não só a perceber o que é a felicidade para ti, mas também como a tornar mais presente e viva no teu dia-a-dia. Para isso, proponho-te 3 exercícios que também já apliquei e continuo a aplicar nesta minha caminhada por uma vida mais feliz.

 

#1 Lembras-te quando eras criança?

O primeiro exercício tem o objetivo de avivar as tuas memórias. Pensar em ti em criança, o que gostavas de fazer, o que te entusiasmava podem dar-te pistas interessantes sobre a tua essência. Isto porque quando somos pequenas temos menos filtros e é-nos mais fácil ser genuínas. Pega num papel e numa caneta e começa a relembrar “Em criança eu era” … “Em criança eu gostava de…”. Quanto dessa criança que foste um dia ainda existe em ti? E o que podes ajustar em ti hoje para espelhares um pouco mais daquilo que eras/fazias e te enchia a alma?

 

#2 O que tens para agradecer?

O segundo exercício exige de ti a capacidade de estar presente no momento presente e de estares grata por tudo aquilo que és e tens. Não o que foste ou fizeste, não o que serás ou farás. Repito, o que és e tens hoje. Cria um caderno de gratidão e o hábito de agradecer todos os dias ou, pelo menos, algumas vezes ao longo da semana. No princípio pode parecer-te um exercício estranho e complicado, mas com o treino vais começando a perceber o que faz palpitar o teu coração de gratidão. Começa já. O que tens para agradecer hoje?

 

#3 Como seria o teu dia perfeito?

Este terceiro exercício tem o objetivo de puxar pela tua imaginação. Tenta fazê-lo da forma mais sincera possível, sem julgamentos ou preconceitos. Se não existissem quaisquer constrangimentos (por exemplo de dinheiro, pessoas que dependem de nós, etc.) como seria o teu dia perfeito - de dia à noite? A partir desse relato, a questão que se impõe é: quanto existe deste dia perfeito no teu dia-a-dia? E o que podes fazer para, a pouco e pouco, ires acrescentando pitadas dessa perfeição aos teus dias?

 

Com estes 3 exercícios estimulas-te a reavivar o passado, agradecer o presente e imaginar o futuro. Combinando-os irás perceber pontos de ligação entre o que foste, o que és e o que queres ser. E esses pontos de ligação são a tua essência - e só ela te pode dar a resposta sobre o que é a tua felicidade e de que forma a podes tornar mais viva e presente no teu dia-a-dia.

 

Estes são apenas alguns exercícios que podes fazer para definires e viveres mais a tua felicidade. Pratica-os as vezes que forem necessárias. A felicidade é algo dinâmico, que evolui contigo, por isso exercícios como estes ajudam-te sempre a crescer e conversar contigo mesma.

 

Segue a Sofia: aqui e aqui!

Bolachas em 3, 2, 1

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Snacks de qualidade é algo que me interessa, pois, eu e os snacks caseiros no trabalho somos os melhores amigos.

Hoje deixo-vos uma receita de bolachas sem glúten, sem leite, sem açúcar, mas com muito amor e sabor 😊 Com 3 passos e voilá, bolachas na mão!

 

Ingredientes:

// 1 banana

// 1 scoop de proteína de cânhamo

// 2 colheres de sopa de farinha de linhaça

// 2 colheres de sopa de aveia sem glúten

// canela q.b.

// gengibre q.b.

 

Preparação:

Esmaga a banana.

Coloca os restantes ingredientes e mistura tudo até obteres uma massa homogénea.

Molda as bolachas e coloca no forno pré-aquecido por cerca de 10 min.

 

Simplesmente simples e delicioso!

Eu Mereço, e Tu?

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Durante muito tempo achei que não era merecedora. Só agora olhando para trás vejo como me boicotei e autossabotei. Afirmava: “Sim, eu acredito que mereço, mas tenho de fazer isto para conseguir.” “Eu sei que mereço, só que nunca recebo.” Expressões como “mas” e “só que”, não me faziam vibrar o sentido de merecimento como o sinto hoje. O “mas”, oculta tudo aquilo que se profere anteriormente, o “só que”, implica uma condição.

 

Sou merecedora, sem condições ou obrigações, simplesmente porque sim. Pelo meu valor intrínseco sou merecedora, tanto como todas as pessoas.

 

De onde virá este sentimento de não merecimento?

De onde vem o sentido de obrigação de algo para merecer?

Quem disse que para merecer existem condições?

 

Em reflexão surgem-me as palavras recompensa e elogio… Em criança ouvimos: “Porta-te bem para te dar aquilo.” “Que linda, comeste tudo.” “Que menina bonita, fez os tpc todos.” Criaremos nós o sentido de merecimento com estas afirmações?

Talvez a forma como surgem os elogios, talvez a forma como me incutiram o merecimento me tenha levado durante muito tempo a não me sentir realmente merecedora, incluindo tudo o que essa bela palavra implica.

Não culpo a educação que tive, pois os meus pais fizeram o melhor que podiam com os recursos que tinham. Mas de que serve o passado senão para aprendermos e termos a possibilidade de crescer com ele?

 

O merecimento não tem condições. O merecimento não subentende raças, faixas etárias, sexo, genética, sorte ou azar. O merecimento surge de igual forma para todos. Acredito hoje que todos somos verdadeiros merecedores.

 

Daí surge-me mais uma questão… sentimo-nos merecedores porque temos algo? Ou temos algo porque nos sentimos merecedores? Onde começa o sentimento, de fora, ou de dentro?

Hoje sei que talvez me possa sentir merecedora mesmo antes de ter ou acontecer. Talvez se me sentir realmente merecedora até atraia para mim aquilo que realmente desejo.

Talvez em vez de “ver para crer”, possa “crer para ver”.

 

Sempre Zen: Será?

O testemunho de hoje é o da Patrícia, criadora do projecto Nem Sempre Zen.

A Patrícia tem 42 anos, é Mestre de Psicologia Clínica e trabalha há algum tempo na área de Finanças e Contabilidade.

Adora meditar, ler e praticar yoga. Realiza voluntariado numa Casa de Acolhimento para crianças e jovens, e hoje é com ela que me inspiro.

 

Um dia decides mudar a tua vida.

Vais ao cabeleireiro para pôr uma nova cor no cabelo, vais à loja de desporto comprar uns tops catitas e umas leggings todas fashion para as tuas aulas de yoga e começas a ter consultas de nutrição.

A tua consciência alimentar vai mudando, os teus hábitos vão sendo cada vez mais saudáveis e tu sentes-te bem psicologicamente porque agora tens a certeza de ter adquirido um estilo de vida que se coaduna com os teus desejos.

A par disso, vai crescendo em ti uma vontade de explorar novas ideias, fazer contactos com pessoas aparentemente tão diferentes de ti mas com tanto para ensinar e aprendes coisas que há uns meses nem te passavam pela cabeça!

Descobriste uma nova app de meditação e todos os dias de manhã e à noite fazes a tua conexão contigo e com o universo.

Tens os teus problemas como sempre, o trânsito, o aborrecimento do trabalho, a pessoa de família melindrada que não pára de se queixar mas… estás em alta!

Apesar de todos os contratempos sentes que tudo em ti está aos poucos a mudar. Estás a tornar-te uma melhor pessoa e isso reflecte-se também nas tuas atitudes para com os outros.

Mas um dia ao acordar percebes que qualquer coisa não está bem…estás a

sentir-te angustiada.

Vais tomar o pequeno almoço e não te apetece a panqueca de aveia nem o smoothie de fruta. Atacas o café, pões adoçante (coisa que já tinhas deixado de fazer) e comes um pão com manteiga.

No trabalho sentes-te ausente, cansada, sem ânimo e precisamente naquele dia tens de enfrentar uma pequena guerra com o teu cliente mais complicado. Para descontrair, vais ao café e comes aquele salgado maravilhoso que parece satisfazer-te a alma.

À noite, quando chegas a casa olhas para o teu equipamento de yoga, olhas para o relógio e pensas “já não tenho tempo de me arranjar de forma a chegar a horas” quando na realidade isso significa “não tenho espirito para andar mais depressa, preciso de me esticar no sofá e fazer nada”.

Entretanto a tua mãe telefona a queixar-se do teu irmão e da tia que fez isto e aquilo e da vizinha que fez e aconteceu e tu não estás com a mínima paciência para corresponder a não ser soltando uns grunhidos “ hum, sim, não, hum”.

Antes de te deitares, aquela meditação maravilhosa já não parece tão encantadora, estás cansada e só queres ir dormir.

E depois vem a culpa.

Porque quebraste a rotina perfeita da tua dieta, porque não te sentes a 100% e não tiveste paciência para o teu cliente e para a tua mãe, porque poderias ter ido à aula de yoga recuperar as forças físicas e espirituais e cedeste à preguiça e, finalmente, naquele dia não meditaste!

Não lidaste com todas as situações do teu dia de acordo com o que havias planeado e isso deixa-te desalentada, com a sensação de que “estava tudo a correr tão bem!...”

Começas a pensar tens a obrigação de recomeçar mas... hummm ... já não é a

mesma coisa. O entusiamo já se foi e a motivação precisa de um boost.

Parabéns! Estás num dia “nem sempre zen”.

Repara que isto são situações e sensações correntes. Em princípio, ao longo da tua vida vais tendo altos e baixos. Uns dias são negros como a noite, outros brilhantes como o nascer do sol. Uns dias tens propósito, outro sentes-te distante e perdida.

E ainda assim segues em frente. Porque tem de ser.

Todos nós temos obrigações na vida, mesmo aquelas pessoas que supostamente têm a vida perfeita.

Quem trabalha por conta própria, naquele trabalho de sonho que tu admiras, tem de “ralar” para ter dinheiro para pagar as contas no final do mês - e sim, aquilo que te parece uma vida super fantástica também é um trabalho para a outra pessoa, ela também tem obrigações.

Este é só um exemplo, para dizer que a diferença entre nós e os outros pode

estar apenas na maneira como enfrentamos os desafios diários.

Ter um ou mais dias “nem sempre zen” é normal. Não tens de estar sempre em

alta, aliás, isso nem seria possível.

Catarina Rivera e Helena Marujo, no livro no livro “Positiva-mente” (A Esfera dos Livros, 2011), escrevem que:

“Ninguém consegue (nem deverá conseguir) estar sempre em alta emocional, pois o que é natural no ser humano é que passe pelo alargado leque de experiências emocionais positivas e negativas que a nossa sensibilidade e os acontecimentos de vida nos fazem viver.”

Por isso, descontrai, enfrenta a vida com um sorriso e se te apetecer fazer caretas faz.

No momento imediatamente a seguir a este tens a oportunidade de voltar a fazer tudo direitinho mas desta vez com a sensibilidade de que se falhares continua tudo bem, afinal de contas és humana.

Abraço companheiro,

Patrícia

 

De que forma este testemunho me pode inspirar?

Será que se aceitasse estes dias menos zen, algo mudaria na minha vida?

 

Segue a Patrícia: aqui e aqui!

Autoestima (des)Combina com Egoísmo!

Cópia de E se cada pessoa me pudessse cnsinar alg

Autoestima e egoísmo… haverá alguma relação? Será que ao cuidar de mim porei os outros de lado e serei egoísta?

 

Na minha miopia autoestima significa cuidar de mim. Mais do que gostar do que vejo ao espelho, mais do que gostar do que penso ser as minhas qualidades. Autoestima significa que tenho por mim o apreço necessário e fundamental para cuidar de mim e zelar pelo meu bem-estar seja emocional ou físico.

A autoestima garante que me digo sim, mesmo que isso signifique dizer não ao outro. A autoestima implica que poderei ter limites ou dificuldades, mas também que terei a vulnerabilidade necessária para pedir ajuda ao outro. A autoestima subentende que independentemente de como me sinto ao olhar ao espelho tenho em mim a certeza de que sou mais do que um corpo e nenhuma imagem reflete o meu verdadeiro valor. O meu valor intrínseco é imutável, e transcende qualquer imagem ou ideia de corpo. A autoestima carrega o poder e coragem para a mudança, pois caso algo esteja menos bem na minha vida, ou algo me faz menos feliz, a autoestima garante que olharei por mim, fazendo a mudança necessária à minha maior felicidade. A autoestima garante que conheço a minha melhor versão, mas também a pior, e mesmo assim a forma como cuido de mim não se altera.

Como estará a minha autoestima? De que forma tenho cuidado dela?

 

Contudo, sinto que a autoestima não traz por si só felicidade. A felicidade poderá estar em partilhar esse amor com o outro, em enaltecer o que de melhor o outro tem, em ajudar o próximo. A felicidade está em cuidar de mim, para poder viver a minha melhor versão tanto para mim como para o outro.

Será que a autoestima subentende um certo nível de egoísmo?

 

Define-se egoísmo por: amor exclusivo à pessoa e aos interesses próprios.

E será que eu como ser humano alguma vez poderei amar exclusivamente?

 

Sobre Dar o Salto de Fé

Hoje inspiro-me com uma amiga de longa data, que mudou tudo e foi trabalhar para outro país.

A Catarina tem 27 anos, estudou Ciências Biomédicas, e após aproximadamente 25 anos a viver em casa dos pais como filha única saiu da sua zona de conforto e foi atrás daquilo que queria. Apesar de não ter blogues, projectos e instagram famoso repleto de seguidores, também pode ela ser uma verdadeira inspiração.

 

Mudança. Há cerca de dez meses que a minha vida mudou completamente. Mudei de país.

Em Fevereiro de 2016 terminei o meu mestrado em Ciências Biomédicas e sendo eu portuguesa vivendo em Portugal sabia claramente que seria difícil encontrar trabalho num país onde a procura é muito maior que a oferta e onde os requisitos de experiência profissional não são suportados pela grande maioria a entrar no mercado de trabalho.

Um misto de entusiasmo e apreensão estavam presentes na primeira fase de procura de emprego. Já não sou estudante, vou entrar no mundo real do trabalho. No entanto, depois de um par de meses sem resposta às dezenas de candidaturas e currículos enviados a apreensão sobressaiu e sem poder continuar neste limbo tomei a decisão de arranjar um emprego de verão.

Sendo eu algarvia e estando o verão a aproximar-se não foi difícil arranjar um part-time como caixa de um hipermercado enquanto continuava a minha procura. O verão passou e acabou o part-time como caixa, assim como o entusiasmo na procura de emprego e nesse momento instala-se o medo de "E se eu não encontrar trabalho na minha área?", " Qual é o meu plano B?", "Não quero continuar a viver com os meus pais para sempre!", "Quero e preciso de independência", "Sinto-me presa nesta vida que não me está a levar a lado nenhum!", "...". Estas perguntas constantes na minha cabeça continuaram até Janeiro do ano seguinte quando surgiu a minha primeira entrevista e eu pensei "É agora! Chegou a minha vez", "Está na altura de a minha vida andar para a frente em vez de me sentir estagnada com todos a avançar à minha volta".

A esperança que acompanhava a primeira entrevista rapidamente passou juntamente com as mais cerca de quinze entrevistas que fiz a seguir e deram em nada. Com o passar do tempo a melancolia, o desespero, a angústia e o medo de estagnar na vida aumentam. Aproximando-se novamente o verão segui outra vez o caminho mais fácil. Trabalho de verão e desta vez com um contrato mais longo.

Sabia bem estar a receber dinheiro para me tornar mais independente financeiramente e o tempo foi passando. Passou um mês, passaram dois, passaram três e confesso que num certo ponto desisti, não totalmente, mas desisti de enviar currículos, de ser chamada para entrevistas que davam em nada e acomodei-me ao trabalho pacato de verão e ao dinheiro certo no fim do mês. Passado o verão comecei a pensar que a minha vida não podia ser só isto. Andei a investir o meu tempo, os meus neurônios, horas de vida e dinheiro dos meus pais e agora acomodo-me assim!?

Voltei à procura de emprego e consequentemente voltou o medo e a angústia. Comecei até a enviar alguns currículos para fora de Portugal com aquele típico pensamento português: " Perdido por cem, perdido por mil." Certo dia recebo uma chamada para uma entrevista via videoconferência em Espanha, ao qual tinha concorrido já há algumas semanas. A entrevista correu normalmente com o meu nervosismo normal em entrevistas, e confesso, que já tive entrevistas que me tivessem corrido melhor.

Passado uma semana recebo um email com uma proposta de trabalho! Quando leio o email a pensar que seria mais um “Lamento, mas não foi a escolhida para a vaga.", deparo-me com um sim! "Oh meu deus! Tenho emprego! Na minha área profissional! É em Espanha! Oh meu deus! O que vou eu fazer? Vou para Espanha? Nunca pensei a sério na hipótese de emigrar. Vou deixar os meus pais!?"

Confesso que já tinha a necessidade de ter o meu espaço e morar fora de casa. Mas nunca pensei que sairia de casa para ir para outro país! Mas, no entanto, só podia dizer que sim. Foi a única proposta que surgiu no último ano e meio e é uma oportunidade de ganhar experiência para o meu currículo profissional. É longe? Sim. Mas vou aproveitar, vou experimentar e acima de tudo nunca ficarei a pensar "E se?". Aceitei.

Passado duas semanas estava eu em Espanha. O início da viagem foi logo uma aventura um tanto ao quanto duvidosa. Problemas com o voo e problemas com a casa que tinha alugado via internet, o que me fez logo pensar " Que vim eu para aqui fazer!?" No início há sempre medo, mas nada que uns bons minutos de choro não ajudem a passar. Medo do desconhecido porque é uma cidade nova, um país novo, pessoas novas, uma língua nova, mas acima de tudo medo de falhar. Falhar no que me tinha levado a fazer esta mudança. Mas apesar de tudo isto sempre tentei ter os pés assentes na terra.

Inicialmente ia dois meses à experiência num contrato de seis meses. "Se correr mal, tenho tudo à minha espera da mesma forma como deixei." Quando passei os dois meses de experiência pensei "Agora fico seis meses" e depois renovaram o contrato por mais seis e pensei "Agora vou ficar um ano".

Estou há dez meses em Santiago de Compostela e a experiência é positiva. Embora não tenha sido exactamente como estava à espera, coisa que nunca é, a experiência continua a ser positiva. Conheci pessoas novas, bons colegas de trabalho, e alguns que espero vir a chamar amigos no futuro. Aprendi uma nova língua, não completamente, mas o suficiente para sobreviver em Espanha até agora. Conheci sítios novos, adoro viajar.

Agora quando penso quanto tempo lá vou ficar penso que fico enquanto houver trabalho e oportunidade de crescer e enriquecer o meu currículo. Fico até encontrar uma melhor oportunidade. Uma coisa é certa, quero voltar a Portugal. Só espero que Portugal tenha lugar para mim.

 

O que este testemunho poderá trazer de novo à minha vida?

O que poderia mudar na minha vida se levasse a mesma coragem que ela?

Estará em mim o poder de decisão da mudança?

Como A Autoestima Me Pode Ajudar A Recomeçar?

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Este mês é marcado por recomeços. Recomeço da escola, do trabalho, recomeço no ginásio ou no yoga... É altura de redefinir metas, caminhos e objectivos.

Tão bom que tenho 365 dias garantidos por ano para recomeçar, para começar de novo e tentar sempre mais uma vez.

Que bom que posso ter tempos de pausas, de férias e descanso. Posso fazer tanta coisa: estar com os “meus”, investir ainda mais tempo para fazer aquilo que faz a minha alma feliz; ou então tempo para fazer rigorosamente nada, simplesmente existir, que é tão bom.

 

Contudo, este também é um mês marcado pela frustração e desânimo. É um mês caracterizado pelo desalento de retomar a rotina e recuperar hábitos. Pode ser tão difícil ganhar ânimo para o regresso, que muitas tarefas acabam por ser adiadas. Algumas vezes posso-me até  sentir frustrada porque não atingi os objectivos delineados. Neste tempo trabalho/escola até tenho menos tempo dedicado a mim…

 

Podia criar uma enumera lista para tornar estes tempos de recomeços mais simples: planificar o regresso das férias antes mesmo do seu início; deixar a vida e a casa o mais organizada possível de forma a criar maior conforto ao regresso; pedir ajuda sempre que necessário ao meu parceiro e quem sabe aos filhos nas lidas domésticas; encomendar catering ao domicílio, para poupar tempo e rentabilizá-lo noutras tarefas… Mas hoje, após a minha reflexão vou resumir tudo isto numa palavra: autoestima.

 

Segundo a Priberam, estima pode significar:

  1. Apreço em que se tem a outrem.
  2. Avaliação.
  3. Estimação.

 

Será que quanto mais autoestima nutrisse não me sentiria mais leve nesses recomeços?

 

Talvez possa sentir mais apreço por mim, dar-me mais tempo, aceitar que como ser humano, posso precisar de pedir ajuda e está tudo certo. Posso mimar-me e aceitar que nem sempre pode ser perfeito, mas tudo é perfeito assim como está. Posso recomeçar com força se a tenho, mas também posso começar com calma se a força me faltar. Posso acordar cedo e fazer a rotina que quero implementar, ou posso dormir mais um pouco, se esse sono for realmente essencial no meu bem-estar.

 

Agora que sei a importância da autoestima neste mês de recomeços, que passo darei hoje para a elevar?

 

Sobre Verdades Absolutas

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Existem verdades que tomo como absolutas. Existem crenças enraizadas que moldam o meu ser e estar e talvez moldem o rumo da minha vida. Assim, como também existem crenças e verdades absolutas na sociedade. Mas será mesmo assim?

 

Hoje partilho convosco uma notícia que me criou algumas questões.

Comissão Europeia vai propor o fim da mudança da hora”. Assim se intitula a notícia que deu origem às minhas questões.

Toda a minha vida, apesar de não gostar muito desta mudança da hora, soube e acreditei que o relógio tinha que mudar consoante o horário de verão ou inverno. Hoje surge uma nova ideia, que talvez venha a mudar tudo.

 

Se a mudança de hora se pode interrogar, não poderei eu interrogar tudo?

Será que realmente existem verdades absolutas?

E afinal quem sou eu? No fundo sou aquilo que acredito ser…Talvez eu seja o resultado da caixinha em que me coloco.

E se afinal os limites que penso ter não existem?

E se posso ser e estar muito mais do que aquilo em que acredito?

Para que nível se elevaria a minha vida se questionasse as minhas “verdades”?

Talvez a vida não custe a ganhar…

Talvez a vida possa ser fácil…

Talvez seja fácil trabalhar e ter tempo para mim…

Que rumo levaria a minha vida se não assumisse de antemão as crenças advindas da sociedade e as questionasse?

Caril de Cogumelos e Feijão

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Adoro cogumelos frescos!

Gosto de reinventar receitas recorrendo a eles, e assim surge a receita de hoje, espero que vos agrade tanto quanto eu.

 

Ingredientes (serve 2 pessoas):

Caril

// 340g de cogumelos brancos

// 300g de feijão preto pré-cozido

// 1 fio de azeite

// 1 pitada de sal

// 1dl de água

// 2dl de leite de coco

// 1 vagem pequena de piripiri

// noz moscada q.b.

// açafrão q.b.

// gengibre q.b.

// caril q.b.

 

Arroz

// 1 copo de arroz integral

// 2 copos de água

// 1 pitada de sal

 

 

Preparação:
Começa por laminar os cogumelos e saltear com o fio de azeite.

Quando estiverem quase cozinhados adiciona o feijão e os restantes ingredientes.

Deixa apurar e retifica os temperos, caso seja necessário.

 

Coloca o arroz juntamente com a água e o sal em lume brando.

Quando a água começar a evaporar, desliga o lume e tapa o tacho até o arroz absorver a restante água.

 

Bom apetite!

Sobre o Verbo Confiar!

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Nalgumas fases da minha vida fui uma pessoa que não confiava facilmente…Não nasci assim, mas circunstâncias da vida e experiências do caminho fizeram-me desconfiar, andar com um pé à frente, mas sempre com o outro pé atrás.

 

Com o tempo apercebi-me que a confiança deve ser nossa companheira sempre. A confiança leva-nos mais longe e com os ombros mais leves. Confiar que a vida pode sempre melhorar; confiar em nós e no nosso poder de mudança e transformação; acreditar no outro, que tal como nós, pode ter os seus medos, fraquezas e erros. Confiar que a vida tem os melhores planos pensados para nós.

 

A confiança é a raiz de relações saudáveis: relações pessoais, profissionais, mas, mais importante ainda, a tua relação com a vida!

 

Confia que a vida no que dá e tira sabe o que faz. Confia que todos os momentos são uma bênção e servem para a tua evolução. Confia que o teu coração sabe o caminho. Confia que tudo acontece no momento certo e só quando estás preparada. Confia que se a tua alma escolheu estares aqui agora é porque não há sítio melhor para estares.

Uma confiança que se traduz em fé.

 

Acrescenta este mantra à tua vida e deixa que a magia aconteça : Só por hoje confio!