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Simplesmente Simples

Sex | 27.07.18

À Luz da Minha Sombra

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No desenvolvimento pessoal é comum falar-se da nossa luz e da nossa sombra.

 

Há quem acredite, que quanto mais desenvolvido/evoluído, menor a sua sombra e menos coisas negativas terá ou será.

 

Se pensar numa tarde de praia com um sol intenso, a minha sombra será sem dúvida maior quando o sol está no seu pico e consequentemente há maior quantidade de luz.

 

Ao que surge a questão: Será verdade que quanto mais evoluída, menos sombras terei? Quanto mais iluminada serei, menos aspectos negativos verei?

 

Acredito que, tal como a sombra maior ao sol, também a minha evolução e iluminação trará uma maior sombra. Sinto que talvez não tenha mais sombras, mas tenho outra maturidade e desenvolvimento para olhar para elas, o que por si só pode fazer com que repare mais nelas, para as poder levar até à luz do entendimento. 

 

No caminho do desenvolvimento pessoal aprendi a olhar a minha sombra, perceber de onde vem e do que precisa, e talvez ela própria me ajude de alguma forma a evoluir mais um pouco. Gosto de dizer que de vez em quando bebo café com a minha sombra, dou-lhe a atenção de que precisa e tudo se torna mais simples e fluido para ambas, luz e sombra.

 

A querida Sofia há uns dias colocava no instagram uma frase: "Não há amor-próprio verdadeiro se nele não incluíres as tuas sombras."

E é mesmo isso que sinto, quanto mais aceitar a minha sombra mais fácil e amorosa se torna a relação comigo mesma. Porque talvez apesar de evoluída ou não, mais desenvolvida pessoalmente ou não, a minha sombra poderá estar sempre lá.

Acredito que sou como a cebola, tenho sempre mais e mais camadas e a evolução será sempre um caminho, um tirar de camadas, e a cada camada poderão surgir novas sombras e objectivos.

 

Sei agora que sou um ser perfeito com todas as minhas imperfeições. Entendo agora que talvez a minha sombra não diminua com o meu desenvolvimento. Talvez eu até possa evoluir mais à luz da minha sombra.

O que poderá acontecer se eu não negar a minha sombra? O que poderá trazer para a minha vida esta aceitação da sombra? 

 

Qua | 25.07.18

Pimento Recheado

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Hoje trago-vos mais uma refeição super fácil e simples. Não sei como nunca me tinha ocorrido esta ideia antes, porque o resultado foi realmente óptimo.

Aproveitem a ideia e talvez até possam dar asas à imaginação, porque como na nossa vida, repleta de possibilidades, também num pimento há uma panóplia de possibilidades de recheio  :)

 

Ingredientes:

// 1 pimento vermelho 
// 1 mão cheia de espinafres
// 1 tomate pequeno
// 1 ovo
// Sal q.b.
// Noz-moscada q.b.
// Pimenta Caiena q.b.
// Orégãos q.b.
// 1 fio de azeite

 

Preparação:
Começa por cortar o pimento longitudinalmente, tirar as sementes, e coloca num tabuleiro de ir ao forno. Coloca 1 fio de azeite e sal ao teu gosto sob o pimento e leva ao forno pré-aquecido por cerca de 5min.
Coloca os restantes temperos. Enche o pimento inicialmente com os espinafres e coloca o tomate às rodelas por cima. Leva novamente ao forno por cerca de mais 5min.

Coloca o ovo sob o pimento e leva ao forno até o ovo estar cozinhado a teu gosto.

 

Simplesmente delicia-te!

Ter | 24.07.18

Flexibilidade Comportamental: Como?

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Hoje quero falar de flexibilidade, palavra que me tem assolado a mente e que tem habitado as minhas intenções diárias.

 

Na minha vida existem algumas pessoas que o seu comportamento me perturbava. Em tempos eu diria que são daquelas pessoas que têm várias caras, e que no fim conseguem tudo o que querem e ainda aparentemente ficam bem aos olhos dos outros. Isto era algo que me incomodava realmente.

 

À luz das minhas aprendizagens comecei a observar essas pessoas de forma diferente.

E se eu observasse essas pessoas de outro prisma?

E se, por momentos, eu pudesse olhar para as pessoas e ir além da forma como elas me fazem sentir, mas tentasse perceber o que posso aprender com elas?

Afinal o que poderei eu aprender com essas pessoas, que me auxiliaria a alcançar os meus objectivos e a melhorar os meus resultados?

 

Apercebi-me que há algo muito marcado em comum nessas pessoas: Flexibilidade Comportamental!

 

Apesar do meio e do fim de cada um (mais certo ou errado aos meus olhos), essa flexibilidade poderia ser algo que me daria uma enorme ajuda em diversas situações na minha vida.  Não me refiro ao ter várias caras, refiro-me ao conseguir adaptar a minha forma de abordagem às diferentes pessoas e situações, mantendo a minha essência e os meus princípios. Talvez eu pudesse, respeitando quem sou, adaptar a minha forma de estar e diminuir a minha resistência nalgumas abordagens - eu chamo a isso de flexibilidade comportamental.

 

Sei agora que essa flexibilidade me daria uma enorme ajuda a chegar onde quero chegar. Compreendo hoje que essa flexibilidade me poderia facilitar o caminho e ajudar a progredir. Talvez a flexibilidade seja um hábito útil a instalar na minha vida.

O que farei com isso? Continuarei a analisar as pessoas da mesma forma, ou poderei aprender algo com elas, nomeadamente essa flexibilidade?

Qui | 19.07.18

Propósito de Vida! Será mesmo?

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Os últimos dias têm sido de bastante introspecção. É tempo de rever objectivos, definir metas e traçar rotas.

Entre estes momentos de instrospecção há algo que me surge com regularidade e que se ouve inúmeras vezes quando se fala de desenvolvimento pessoal: a questão do propósito. Fala-se muito, e cada vez mais da necessidade de termos um propósito, o ter de encontrar esse propósito e de viver de acordo com ele.

 

Durante algum tempo da minha vida vivi esse mesmo facto: procurei um propósito. Acreditei que a minha existência teria um propósito maior e só descobrindo esse propósito, e vivendo de acordo com ele, teria sentido esta minha existência.

Contudo aliada a essa procura de propósito veio também a frustração de não o encontrar, ou de achar que o tinha encontrado mas não ter nenhum génio da lâmpada que me dissesse: Sim, estás no caminho certo, é esse o teu propósito!

 

Será útil para mim acreditar que tenho um propósito de vida?

Até que ponto essa necessidade de propósito dar-me-á mais liberdade?

 

Acredito que mais do que uma necessidade ou obrigação poderá ser uma escolha. Mais do que um “TENHO que ter um propósito”, eu “POSSO ter um propósito.” A diferença? O ter – obriga-me a; o poder- deixa abertura e liberdade para outras possibilidades e escolhas.

Qui | 19.07.18

E Tu, Yogas?

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Este post não é sobre uma foto bonita, não é sobre uma paisagem deslumbrante nem uma posição de yoga esplendidamente bem realizada.

 

Apesar de realmente adorar a foto e esta representar um dia feliz, no sítio que me viu crescer, esta foto é sobre uma redescoberta acerca de mim e da vida que o yoga me tem proporcionado. 

Não pratico há imenso tempo, nem tenho toda a força e flexibilidade que gostaria na prática, mas o caminho faz-se caminhando:)

 

Retenho em mim cada vez mais a certeza de que cada dia é um dia novo e que o nosso momento nunca é o mesmo. Hoje podemos realizar certa posição do yoga impecavelmente e amanhã nada sair como gostaríamos. Assim é a vida e assim somos nós, em constante mudança.

 

Respirar é básico e automático, mas cada vez mais tenho a convicção de que a respiração consciente pode transformar a nossa energia e nos auxilia a aquietar a mente. No yoga a respiração é fundamental para nos manter focados na posição ou no exercício que estamos a praticar, além disso, uma respiração calma e prolongada ajuda-nos também a prolongar o movimento, a chegar mais longe. 

 

E sobre chegar mais longe, o yoga também tem sido uma redescoberta, digamos que, para mim funciona como um lembrete: Nós chegamos sempre mais longe do que o que a nossa mente nos faz acreditar. Criamos limites próprios e acreditamos neles, o que realmente nos impede de chegar lá. Em cada posição de yoga existe uma redescoberta de novos limites, de novas distâncias, que só são realmente possíveis deixando a mente de lado e focando na respiração

 

Por fim, mas não menos importante. Se bem que tudo é um caminho e não acredito haver realmente um fim, de certeza que a cada aula e a cada respirar virão novas aprendizagens e novos insights.

Então, o yoga relembra mais uma vez a importância da não comparação (que falei aqui) e de mantermos o foco. É “engraçado” quando estou a fazer uma certa posição e estou focada em mim, na minha respiração, tudo vai correndo bem... se por acaso olho para a colega, tiro o foco ou me comparo de alguma forma perco o equilíbrio e a posição acaba por fracassar... assim somos nós na vida. É importante estarmos focadas, não nos compararmos, mantermos o nosso equilíbrio (e aqui o yoga reforça mais uma vez a extrema importância do equilíbrio) para chegarmos aos nossos objectivos, para termos uma vida mais plena e feliz. 

 

Como tão bem diz a minha professora: “O yoga é maravilhoso.” 

Ter | 17.07.18

Expressões a (Re)Pensar

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Há pouco tempo tomei conhecimento do real significado da expressão: “As pessoas (…)” .

 

Hoje afirmo que não gosto muito dessa expressão!

  

Tantas vezes ouço esta expressão em relação a variadas coisas:

 “As pessoas são más.”

 “As pessoas não sabem o que a vida custa.”

 “As pessoas são mal-educadas.”           

  

Seria uma lista interminável as variadas formas em que “As pessoas” surgem para referir algo.

 

É realmente uma expressão que utilizava sem dar conta, apesar disso, desde que desmembrei esta expressão farei os possíveis para não a utilizar no meu vocabulário.

 

  • Quando ouço algo desse género, o meu inconsciente automaticamente inclui-me nessa afirmação.

    Por ex: “As pessoas não conseguem emagrecer.” - ao ouvir isto, o que a minha mente irá recepcionar é: “Tu não consegues emagrecer.”, ou seja devo estar atenta a tudo o que ouço e de que forma isso terá influencia na minha vida e naquilo em que acredito.

     

    Talvez daí venha a expressão: "Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és."

 

  • Ao verbalizar esta expressão, estou automaticamente a incluir-me a mim, as pesssoas que gosto e todas as pessoas.

    Por ex: “As pessoas estão sempre a queixar-se” – inerentemente estou a dizer que eu estou sempre a queixar-me.

 

Quer isto dizer que devo estar sempre muito atenta ao que ouço e falo, de forma a poder criar a realidade que quero viver.

 Com isto, não digo que tenho de deixar de utilizar esta expressão, contudo devo ter o conhecimento da sua real tradução e posso pensar se realmente terá interesse na minha vida utilizá-la. Sou a co-criadora da minha vida, por isso, escolho como quero criá-la em consciência.

Sex | 13.07.18

Snack de Banana

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Na vida quando quero atingir determinada meta tenho sempre três possibilidades: não consigo atingir; atinjo exactamente o objectivo; ou não consigo atingir e descubro um nova meta ainda melhor e surpreendente!

Assim surge esta receita. Estão a ver quando querem fazer um bolo e sai um brownie? Neste caso quis fazer barritas e na realidade, entre barritas e brownie, não consigo decifrar bem qual o nome adequado Mas o que é facto, é que o sabor está tão incrivelmente bom que não pude deixar de partilhar!

 

Ingredientes*:

// 4 colheres de sopa de óleo de coco

// 3 colheres de sopa de xarope de agave

// 6 colheres de sopa de pasta de sésamo

// 106g de flocos de aveia sem glúten

// 72g de linhaça moída

// 18g de sementes de chia

// 1 colher de sopa de sementes de sésamo pretas

// 2 bananas

 

Preparação:

Coloca a aveia, a linhaça, as sementes de chia e as sementes de sésamo numa tigela e mistura.

Esmaga as bananas com um garfo e leva a lume médio juntamente com o xarope de agave, pasta de sésamo e óleo de coco. Quando se formar um líquido retira do lume e coloca sob o preparado anterior.

Mistura tudo e coloca num tabuleiro pressionando com uma espátula para que fique compacto.

Leva ao forno pré-aquecido até a superfície começar a ficar dourada.

Retira do forno e deixa arrefecer antes de cortar em pequenos snacks.

 

*Receita baseada: As Delícias de Ella

 

Bom apetite!

 

Qua | 11.07.18

Vida de Hábitos ou Hábitos de Vida?

Há dias algo aconteceu que me fez revisitar os meus hábitos e reflectir sobre eles.

 

No meu trabalho, uma paciente com uma doença avançada acabou por cegar. Contudo, toda uma vida utilizou óculos e apesar de neste momento estes não terem qualquer utilidade, o hábito faz com que ela ainda os use. A filha da paciente questionou se os óculos teriam alguma importância, uma vez que a senhora continuava a pedir para lhos darem e a colocá-los.

 

Questiono-me que hábitos terei na minha vida? Será que todos os meus hábitos serão úteis e ecológicos?

Será que tendo em conta isso poderei implementar novos hábitos que serão benéficos para mim a curto e longo prazo?

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Seg | 09.07.18

Vida de Milagres

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Há alguns dias falava com alguém sobre milagres. Apercebi-me que a minha visão de milagre era tão diferente que acabei por reflectir sobre o tema.

Para mim um milagre é viver! Acordar todos os dias é um milagre, ter comida para me nutrir é um milagre, ter pessoas que gostem verdadeiramente de mim é um milagre, até o facto de me amar é um milagre. O milagre pode ser algo tão grandioso como pequeno.

Será que a religião terá de alguma forma traçado a palavra milagre como algo grandioso e raro?

De facto, segundo o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, milagre significa:
1. Facto sobrenatural oposto às leis da Natureza;
2. Portento, maravilha, prodígio.

Será útil para mim manter a representação que tenho sobre milagres?

 

Cabe-me a mim decidir como quero encaixar o milagre na minha vida. A meu ver, o facto de ver tudo como pequenos milagres traz-me uma visão mais possibilitadora da vida. Porque viver é realmente uma maravilha, uma benção, e a partir daí tenho na minha mão a decisão do que quero fazer com ela.

 

Sab | 07.07.18

Insiste, Persiste e Não Desiste

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Eu tenho um amor pequenino. A minha sobrinha completa brevemente 5 meses, e toda a sua descoberta e aprendizagem têm permitido que reflita na minha própria aprendizagem e evolução.

 

Aos 4 meses começou mais marcadamente a querer descobrir o mundo de forma física, a querer gatinhar, dar voltinhas, agarrar nas coisas… É impressionante, a forma como ela insiste e persiste, e apesar de querer fazer algo ainda desconhecido para ela, e apesar da possível frustração que também às vezes sente, não desiste.

Ainda não gatinha, mas já consegue dar voltinhas, ou seja, enquanto está deitada de barriga para cima virar-se e ficar de barriga para baixo, e consegue agora agarrar nas coisas perfeitamente. Durante todo este processo vi nela a persistência que talvez precisei nalgumas fases da minha vida. Aquele sentimento de que sou capaz, independentemente do tempo que demorar. Aquele cliché da tentativa-erro, que poderá garantir que no fim atingirei o que pretendo. Aquela superação em que apesar da tristeza e frustração de não conseguir ao início não significa que no fim não tenha sucesso.

 

E se eu assumisse na minha vida esta postura dos bebés perante os desafios? Que mudança poderia acontecer na minha vida se não me resignasse na frustração e tentasse sempre mais uma e outra vez? O que poderei levar para a minha vida desta observação de persistência nestes Seres tão pequeninos e tão grandes?

Entendes agora que a persistência poderá auxiliar-te a atingir os teus objectivos, sentes que te eleva no sentido que desejas e poderás sentir-te cada vez mais realizado.

 

 

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