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Simplesmente Simples

Simplesmente Simples

Qui | 19.07.18

Propósito de Vida! Será mesmo?

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Os últimos dias têm sido de bastante introspecção. É tempo de rever objectivos, definir metas e traçar rotas.

Entre estes momentos de instrospecção há algo que me surge com regularidade e que se ouve inúmeras vezes quando se fala de desenvolvimento pessoal: a questão do propósito. Fala-se muito, e cada vez mais da necessidade de termos um propósito, o ter de encontrar esse propósito e de viver de acordo com ele.

 

Durante algum tempo da minha vida vivi esse mesmo facto: procurei um propósito. Acreditei que a minha existência teria um propósito maior e só descobrindo esse propósito, e vivendo de acordo com ele, teria sentido esta minha existência.

Contudo aliada a essa procura de propósito veio também a frustração de não o encontrar, ou de achar que o tinha encontrado mas não ter nenhum génio da lâmpada que me dissesse: Sim, estás no caminho certo, é esse o teu propósito!

 

Será útil para mim acreditar que tenho um propósito de vida?

Até que ponto essa necessidade de propósito dar-me-á mais liberdade?

 

Acredito que mais do que uma necessidade ou obrigação poderá ser uma escolha. Mais do que um “TENHO que ter um propósito”, eu “POSSO ter um propósito.” A diferença? O ter – obriga-me a; o poder- deixa abertura e liberdade para outras possibilidades e escolhas.

Qui | 19.07.18

E Tu, Yogas?

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Este post não é sobre uma foto bonita, não é sobre uma paisagem deslumbrante nem uma posição de yoga esplendidamente bem realizada.

 

Apesar de realmente adorar a foto e esta representar um dia feliz, no sítio que me viu crescer, esta foto é sobre uma redescoberta acerca de mim e da vida que o yoga me tem proporcionado. 

Não pratico há imenso tempo, nem tenho toda a força e flexibilidade que gostaria na prática, mas o caminho faz-se caminhando:)

 

Retenho em mim cada vez mais a certeza de que cada dia é um dia novo e que o nosso momento nunca é o mesmo. Hoje podemos realizar certa posição do yoga impecavelmente e amanhã nada sair como gostaríamos. Assim é a vida e assim somos nós, em constante mudança.

 

Respirar é básico e automático, mas cada vez mais tenho a convicção de que a respiração consciente pode transformar a nossa energia e nos auxilia a aquietar a mente. No yoga a respiração é fundamental para nos manter focados na posição ou no exercício que estamos a praticar, além disso, uma respiração calma e prolongada ajuda-nos também a prolongar o movimento, a chegar mais longe. 

 

E sobre chegar mais longe, o yoga também tem sido uma redescoberta, digamos que, para mim funciona como um lembrete: Nós chegamos sempre mais longe do que o que a nossa mente nos faz acreditar. Criamos limites próprios e acreditamos neles, o que realmente nos impede de chegar lá. Em cada posição de yoga existe uma redescoberta de novos limites, de novas distâncias, que só são realmente possíveis deixando a mente de lado e focando na respiração

 

Por fim, mas não menos importante. Se bem que tudo é um caminho e não acredito haver realmente um fim, de certeza que a cada aula e a cada respirar virão novas aprendizagens e novos insights.

Então, o yoga relembra mais uma vez a importância da não comparação (que falei aqui) e de mantermos o foco. É “engraçado” quando estou a fazer uma certa posição e estou focada em mim, na minha respiração, tudo vai correndo bem... se por acaso olho para a colega, tiro o foco ou me comparo de alguma forma perco o equilíbrio e a posição acaba por fracassar... assim somos nós na vida. É importante estarmos focadas, não nos compararmos, mantermos o nosso equilíbrio (e aqui o yoga reforça mais uma vez a extrema importância do equilíbrio) para chegarmos aos nossos objectivos, para termos uma vida mais plena e feliz. 

 

Como tão bem diz a minha professora: “O yoga é maravilhoso.”