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Simplesmente Simples

Simplesmente Simples

Seg | 06.08.18

Limites Pessoais: Ficaram Onde?

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A intenção do blog não passa por dar opiniões. Contudo, defendo a minha liberdade de expressão e assim, pela primeira vez comento hoje algo que li nos últimos dias e que me tocou de alguma forma.

 

A notícia chega-me através do Observador, e o título dizia assim:

“A casa deste urso foi invadida por turistas”. Abate de urso polar gera onda de críticas

 

Não tenciono julgar quem fez o quê nem o porquê, pois o julgamento é algo que evito na minha vida, descobre aqui porquê. Mas algumas questões se levantaram na minha mente ao ler a dita notícia.

Em que altura deixei de respeitar os limites dos outros, sejam eles animais ou seres humanos?

Será que em alguma altura deixei de respeitar os meus próprios limites?

De alguma forma será que o meu desrespeito pelos limites dos outros leva a reacções da parte deles que me poderão desagradar?

 

Considero a imposição de limites essencial na minha vida. Pois, se eu não definir os meus limites perante o outro como ele saberá até onde pode ir?

Considerando que somos uma sociedade que impera maioritariamente pela premissa da acção-reacção, será de esperar que, caso eu ultrapasse os limites do outro ele reaja de alguma forma que até pode ser menos positiva aos meus olhos. Podendo essa reacção ser consciente ou até mesmo inconsciente.

Serviu a tal notícia sobre a morte do urso, para repensar acerca dos meus limites. Talvez possa redefinir quais os meus limites, talvez possa deliberadamente dizer ao outro quais são esses meus limites, e talvez até possa questionar o outro sobre os seus limites, criando relações mais conscientes e respeitadoras.

Qua | 01.08.18

Sobre Persistir e Mudar

Assim se abre uma nova rúbrica aqui no blog. A intenção é continuar a inspirar-me/(vos) a ser uma pessoa mais feliz e viver a minha melhor versão todos os dias.

Poderei trazer alguns convidados, conhecidos das redes ou não, que com a sua história ou testemunho, me poderão inspirar.

Caso gostassem de ler ou ouvir alguém especial avisem! Ou, quem sabe, possam vocês mesmo contribuir neste espaço.

Espero que gostem!

  

Para celebrar o início desta rubrica, trago-vos um testemunho de uma linda mulher que com 17 anos teve a coragem e ímpeto para alterar todo o seu estilo de vida.

A Mariana encontra-se a terminar o ensino secundário e há cerca de 2 anos mudou por completo o seu estilo de vida. Vegan por opção, é apaixonada por yoga e estilo de vida saudável.  

 

Já faz mais de dois anos desde que mudei radicalmente a minha alimentação. Lembro-me como se fosse hoje, apesar do tempo passado. Tudo começou com um documentário. Ele não é muito conhecido, mas nem sempre os mais conhecidos são os melhores e os que causam mais impacto. Estou a falar do “A Carne é Fraca”. Provavelmente nunca tinhas ouvido falar, o que é normal, uma vez que só se vêm comentários ao “Cowspiracy” e ao “Earthlings”. Os temas são semelhantes, uns centram-se mais nos animais, outros no ambiente, mas vai dar tudo ao mesmo: veganismo.

Mas afinal o que é o veganismo? O veganismo não é mais do que a exclusão de todos os alimentos oriundos do reino animal da alimentação e também de todos os produtos com ingredientes não vegetais e testados em animais. Basicamente, tudo o que envolve animais, os vegans não consumem ou utilizam.

Para ser honesta, não terminei o documentário que falei anteriormente. Não que fosse maçante ou eu tivesse algo mais interessante para fazer, eu apenas não conseguia ver mais a realidade que ele me mostrava. Eu só pensava “Porque é que eu faço parte disto?”. “A Carne é fraca” apresenta-nos a crueldade que é feita nos matadouros, incluindo todos os processos pelos quais os animais passam desde que lá chegam, até à sua morte.

Com todas aquelas imagens que os meus olhos viam, a minha mente estava numa confusão e com constantes interrogações. “E agora? Eu não quero comer mais carne”.

Parece-me importante falar de como era a minha alimentação antigamente. “Terrível” parece-me um bom adjetivo para a descrever e não, não estou a exagerar. Eu vivia bem à base de fritos e refrigerantes. Frutas ou legumes? Contava-se pelos dedos as vezes que eu os ingeria. Eu tinha consciência que não era o correto, eu sabia que devia comer melhor, mas eu não o fazia, já estava programada para a alimentação processada.

Após o documentário eu soube que tinha de mudar, a minha mente soube que tinha de mudar. Se eu queria ser vegetariana, eu tinha que mudar. E assim foi. Não sei explicar exatamente a rapidez da minha mudança, mas acho que a melhor frase que posso dizer é: Quando queres muito uma coisa, tu consegues. Acho que estou sempre a responder isto às pessoas quando elas me questionam se foi difícil tornar-me vegan. Não, não foi.

Se comendo produtos animais eu tinha anemia, o que é que me aconteceria se eu continuasse a comer da maneira que comia retirando carne, peixe, ovos e laticínios? Bem, provavelmente adoecia. Eu percebi que tinha que me tornar mais saudável e para ser honesta, não foi tão difícil como eu pensava. Aquelas imagens do matadouro foram como um click para a minha mudança e agora não me vejo a comer como antes nem sinto saudades. De forma alguma. Quanto à minha anemia? Já era.

Tal como referi num parágrafo anterior, sou abordada constantemente sobre a dificuldade da mudança, as pessoas dizem-me que gostariam de ser como eu, de ser vegan, mas não conseguem. Lamento dizer, mas quando é algo que se quer realmente, é fácil de se atingir o objetivo. Isto não se aplica apenas à alimentação, aplica-se a toda a vida. Se nós queremos algo, nós conseguimos. Se não conseguimos, então é porque não queremos verdadeiramente essa coisa. É assim que eu penso. Está tudo na nossa mente. Foquem-se num objetivo e não desistam dele perante as dificuldades. Tornar- se vegan pode ser um objetivo e pode nem ser difícil de o atingir, mas na nossa vida deparámo-nos com uns que parecem não ser possíveis, mas são, acreditem que são. Persistam, insistam e nunca desistam. A mudança não é difícil.

 

 O que será que posso levar para a minha vida deste testemunho?

Será que se levasse na minha vida a mesma coragem e persistência que ela poderia mudar ou melhorar algo na minha vida?

 

Segue a Mariana: aqui!

Qua | 01.08.18

Gratidão: Para Quê?

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 Hoje revejo o poder da gratidão e que diferenças poderá trazer para a minha vida.

 

(re)Alinha a mente com o coração

Afundada em pensamentos e talvez com o foco desalinhado com o coração, a gratidão permite levar a mente ao coração. Do que serei grata hoje?

 

Lembra-me de viver aqui e agora

Para poder pensar do que estou agradecida, obrigatoriamente o meu foco e presença está no aqui e agora. A gratidão tem então o poder de me trazer para o momento presente.

 

Altera o foco para o bom

Para agradecer tenho que me programar para ver o bom de cada momento e situação. Será que praticando a gratidão a minha mente mais facilmente verá o bom de cada experiência?

 

Sei agora que a gratidão me permite ver o mundo com os olhos do poeta, em cada experiência haverá o bom e belo.

Será benéfico para mim praticar diariamente a gratidão?

Sabendo que em todas as vivências e experiencias haverá sempre algo a aprender ou algo positivo de que poderei ser grata, a minha intenção a partir de hoje é poder praticar a gratidão diariamente.

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