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Simplesmente Simples

Sab | 29.09.18

Autoestima (des)Combina com Egoísmo!

Cópia de E se cada pessoa me pudessse cnsinar alg

Autoestima e egoísmo… haverá alguma relação? Será que ao cuidar de mim porei os outros de lado e serei egoísta?

 

Na minha miopia autoestima significa cuidar de mim. Mais do que gostar do que vejo ao espelho, mais do que gostar do que penso ser as minhas qualidades. Autoestima significa que tenho por mim o apreço necessário e fundamental para cuidar de mim e zelar pelo meu bem-estar seja emocional ou físico.

A autoestima garante que me digo sim, mesmo que isso signifique dizer não ao outro. A autoestima implica que poderei ter limites ou dificuldades, mas também que terei a vulnerabilidade necessária para pedir ajuda ao outro. A autoestima subentende que independentemente de como me sinto ao olhar ao espelho tenho em mim a certeza de que sou mais do que um corpo e nenhuma imagem reflete o meu verdadeiro valor. O meu valor intrínseco é imutável, e transcende qualquer imagem ou ideia de corpo. A autoestima carrega o poder e coragem para a mudança, pois caso algo esteja menos bem na minha vida, ou algo me faz menos feliz, a autoestima garante que olharei por mim, fazendo a mudança necessária à minha maior felicidade. A autoestima garante que conheço a minha melhor versão, mas também a pior, e mesmo assim a forma como cuido de mim não se altera.

Como estará a minha autoestima? De que forma tenho cuidado dela?

 

Contudo, sinto que a autoestima não traz por si só felicidade. A felicidade poderá estar em partilhar esse amor com o outro, em enaltecer o que de melhor o outro tem, em ajudar o próximo. A felicidade está em cuidar de mim, para poder viver a minha melhor versão tanto para mim como para o outro.

Será que a autoestima subentende um certo nível de egoísmo?

 

Define-se egoísmo por: amor exclusivo à pessoa e aos interesses próprios.

E será que eu como ser humano alguma vez poderei amar exclusivamente?

 

Qua | 26.09.18

Sobre Dar o Salto de Fé

Hoje inspiro-me com uma amiga de longa data, que mudou tudo e foi trabalhar para outro país.

A Catarina tem 27 anos, estudou Ciências Biomédicas, e após aproximadamente 25 anos a viver em casa dos pais como filha única saiu da sua zona de conforto e foi atrás daquilo que queria. Apesar de não ter blogues, projectos e instagram famoso repleto de seguidores, também pode ela ser uma verdadeira inspiração.

 

Mudança. Há cerca de dez meses que a minha vida mudou completamente. Mudei de país.

Em Fevereiro de 2016 terminei o meu mestrado em Ciências Biomédicas e sendo eu portuguesa vivendo em Portugal sabia claramente que seria difícil encontrar trabalho num país onde a procura é muito maior que a oferta e onde os requisitos de experiência profissional não são suportados pela grande maioria a entrar no mercado de trabalho.

Um misto de entusiasmo e apreensão estavam presentes na primeira fase de procura de emprego. Já não sou estudante, vou entrar no mundo real do trabalho. No entanto, depois de um par de meses sem resposta às dezenas de candidaturas e currículos enviados a apreensão sobressaiu e sem poder continuar neste limbo tomei a decisão de arranjar um emprego de verão.

Sendo eu algarvia e estando o verão a aproximar-se não foi difícil arranjar um part-time como caixa de um hipermercado enquanto continuava a minha procura. O verão passou e acabou o part-time como caixa, assim como o entusiasmo na procura de emprego e nesse momento instala-se o medo de "E se eu não encontrar trabalho na minha área?", " Qual é o meu plano B?", "Não quero continuar a viver com os meus pais para sempre!", "Quero e preciso de independência", "Sinto-me presa nesta vida que não me está a levar a lado nenhum!", "...". Estas perguntas constantes na minha cabeça continuaram até Janeiro do ano seguinte quando surgiu a minha primeira entrevista e eu pensei "É agora! Chegou a minha vez", "Está na altura de a minha vida andar para a frente em vez de me sentir estagnada com todos a avançar à minha volta".

A esperança que acompanhava a primeira entrevista rapidamente passou juntamente com as mais cerca de quinze entrevistas que fiz a seguir e deram em nada. Com o passar do tempo a melancolia, o desespero, a angústia e o medo de estagnar na vida aumentam. Aproximando-se novamente o verão segui outra vez o caminho mais fácil. Trabalho de verão e desta vez com um contrato mais longo.

Sabia bem estar a receber dinheiro para me tornar mais independente financeiramente e o tempo foi passando. Passou um mês, passaram dois, passaram três e confesso que num certo ponto desisti, não totalmente, mas desisti de enviar currículos, de ser chamada para entrevistas que davam em nada e acomodei-me ao trabalho pacato de verão e ao dinheiro certo no fim do mês. Passado o verão comecei a pensar que a minha vida não podia ser só isto. Andei a investir o meu tempo, os meus neurônios, horas de vida e dinheiro dos meus pais e agora acomodo-me assim!?

Voltei à procura de emprego e consequentemente voltou o medo e a angústia. Comecei até a enviar alguns currículos para fora de Portugal com aquele típico pensamento português: " Perdido por cem, perdido por mil." Certo dia recebo uma chamada para uma entrevista via videoconferência em Espanha, ao qual tinha concorrido já há algumas semanas. A entrevista correu normalmente com o meu nervosismo normal em entrevistas, e confesso, que já tive entrevistas que me tivessem corrido melhor.

Passado uma semana recebo um email com uma proposta de trabalho! Quando leio o email a pensar que seria mais um “Lamento, mas não foi a escolhida para a vaga.", deparo-me com um sim! "Oh meu deus! Tenho emprego! Na minha área profissional! É em Espanha! Oh meu deus! O que vou eu fazer? Vou para Espanha? Nunca pensei a sério na hipótese de emigrar. Vou deixar os meus pais!?"

Confesso que já tinha a necessidade de ter o meu espaço e morar fora de casa. Mas nunca pensei que sairia de casa para ir para outro país! Mas, no entanto, só podia dizer que sim. Foi a única proposta que surgiu no último ano e meio e é uma oportunidade de ganhar experiência para o meu currículo profissional. É longe? Sim. Mas vou aproveitar, vou experimentar e acima de tudo nunca ficarei a pensar "E se?". Aceitei.

Passado duas semanas estava eu em Espanha. O início da viagem foi logo uma aventura um tanto ao quanto duvidosa. Problemas com o voo e problemas com a casa que tinha alugado via internet, o que me fez logo pensar " Que vim eu para aqui fazer!?" No início há sempre medo, mas nada que uns bons minutos de choro não ajudem a passar. Medo do desconhecido porque é uma cidade nova, um país novo, pessoas novas, uma língua nova, mas acima de tudo medo de falhar. Falhar no que me tinha levado a fazer esta mudança. Mas apesar de tudo isto sempre tentei ter os pés assentes na terra.

Inicialmente ia dois meses à experiência num contrato de seis meses. "Se correr mal, tenho tudo à minha espera da mesma forma como deixei." Quando passei os dois meses de experiência pensei "Agora fico seis meses" e depois renovaram o contrato por mais seis e pensei "Agora vou ficar um ano".

Estou há dez meses em Santiago de Compostela e a experiência é positiva. Embora não tenha sido exactamente como estava à espera, coisa que nunca é, a experiência continua a ser positiva. Conheci pessoas novas, bons colegas de trabalho, e alguns que espero vir a chamar amigos no futuro. Aprendi uma nova língua, não completamente, mas o suficiente para sobreviver em Espanha até agora. Conheci sítios novos, adoro viajar.

Agora quando penso quanto tempo lá vou ficar penso que fico enquanto houver trabalho e oportunidade de crescer e enriquecer o meu currículo. Fico até encontrar uma melhor oportunidade. Uma coisa é certa, quero voltar a Portugal. Só espero que Portugal tenha lugar para mim.

 

O que este testemunho poderá trazer de novo à minha vida?

O que poderia mudar na minha vida se levasse a mesma coragem que ela?

Estará em mim o poder de decisão da mudança?

Seg | 24.09.18

Como A Autoestima Me Pode Ajudar A Recomeçar?

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Este mês é marcado por recomeços. Recomeço da escola, do trabalho, recomeço no ginásio ou no yoga... É altura de redefinir metas, caminhos e objectivos.

Tão bom que tenho 365 dias garantidos por ano para recomeçar, para começar de novo e tentar sempre mais uma vez.

Que bom que posso ter tempos de pausas, de férias e descanso. Posso fazer tanta coisa: estar com os “meus”, investir ainda mais tempo para fazer aquilo que faz a minha alma feliz; ou então tempo para fazer rigorosamente nada, simplesmente existir, que é tão bom.

 

Contudo, este também é um mês marcado pela frustração e desânimo. É um mês caracterizado pelo desalento de retomar a rotina e recuperar hábitos. Pode ser tão difícil ganhar ânimo para o regresso, que muitas tarefas acabam por ser adiadas. Algumas vezes posso-me até  sentir frustrada porque não atingi os objectivos delineados. Neste tempo trabalho/escola até tenho menos tempo dedicado a mim…

 

Podia criar uma enumera lista para tornar estes tempos de recomeços mais simples: planificar o regresso das férias antes mesmo do seu início; deixar a vida e a casa o mais organizada possível de forma a criar maior conforto ao regresso; pedir ajuda sempre que necessário ao meu parceiro e quem sabe aos filhos nas lidas domésticas; encomendar catering ao domicílio, para poupar tempo e rentabilizá-lo noutras tarefas… Mas hoje, após a minha reflexão vou resumir tudo isto numa palavra: autoestima.

 

Segundo a Priberam, estima pode significar:

  1. Apreço em que se tem a outrem.
  2. Avaliação.
  3. Estimação.

 

Será que quanto mais autoestima nutrisse não me sentiria mais leve nesses recomeços?

 

Talvez possa sentir mais apreço por mim, dar-me mais tempo, aceitar que como ser humano, posso precisar de pedir ajuda e está tudo certo. Posso mimar-me e aceitar que nem sempre pode ser perfeito, mas tudo é perfeito assim como está. Posso recomeçar com força se a tenho, mas também posso começar com calma se a força me faltar. Posso acordar cedo e fazer a rotina que quero implementar, ou posso dormir mais um pouco, se esse sono for realmente essencial no meu bem-estar.

 

Agora que sei a importância da autoestima neste mês de recomeços, que passo darei hoje para a elevar?

 

Seg | 10.09.18

Sobre Verdades Absolutas

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Existem verdades que tomo como absolutas. Existem crenças enraizadas que moldam o meu ser e estar e talvez moldem o rumo da minha vida. Assim, como também existem crenças e verdades absolutas na sociedade. Mas será mesmo assim?

 

Hoje partilho convosco uma notícia que me criou algumas questões.

Comissão Europeia vai propor o fim da mudança da hora”. Assim se intitula a notícia que deu origem às minhas questões.

Toda a minha vida, apesar de não gostar muito desta mudança da hora, soube e acreditei que o relógio tinha que mudar consoante o horário de verão ou inverno. Hoje surge uma nova ideia, que talvez venha a mudar tudo.

 

Se a mudança de hora se pode interrogar, não poderei eu interrogar tudo?

Será que realmente existem verdades absolutas?

E afinal quem sou eu? No fundo sou aquilo que acredito ser…Talvez eu seja o resultado da caixinha em que me coloco.

E se afinal os limites que penso ter não existem?

E se posso ser e estar muito mais do que aquilo em que acredito?

Para que nível se elevaria a minha vida se questionasse as minhas “verdades”?

Talvez a vida não custe a ganhar…

Talvez a vida possa ser fácil…

Talvez seja fácil trabalhar e ter tempo para mim…

Que rumo levaria a minha vida se não assumisse de antemão as crenças advindas da sociedade e as questionasse?

Qui | 06.09.18

Caril de Cogumelos e Feijão

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Adoro cogumelos frescos!

Gosto de reinventar receitas recorrendo a eles, e assim surge a receita de hoje, espero que vos agrade tanto quanto eu.

 

Ingredientes (serve 2 pessoas):

Caril

// 340g de cogumelos brancos

// 300g de feijão preto pré-cozido

// 1 fio de azeite

// 1 pitada de sal

// 1dl de água

// 2dl de leite de coco

// 1 vagem pequena de piripiri

// noz moscada q.b.

// açafrão q.b.

// gengibre q.b.

// caril q.b.

 

Arroz

// 1 copo de arroz integral

// 2 copos de água

// 1 pitada de sal

 

 

Preparação:
Começa por laminar os cogumelos e saltear com o fio de azeite.

Quando estiverem quase cozinhados adiciona o feijão e os restantes ingredientes.

Deixa apurar e retifica os temperos, caso seja necessário.

 

Coloca o arroz juntamente com a água e o sal em lume brando.

Quando a água começar a evaporar, desliga o lume e tapa o tacho até o arroz absorver a restante água.

 

Bom apetite!

Seg | 03.09.18

Sobre o Verbo Confiar!

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Nalgumas fases da minha vida fui uma pessoa que não confiava facilmente…Não nasci assim, mas circunstâncias da vida e experiências do caminho fizeram-me desconfiar, andar com um pé à frente, mas sempre com o outro pé atrás.

 

Com o tempo apercebi-me que a confiança deve ser nossa companheira sempre. A confiança leva-nos mais longe e com os ombros mais leves. Confiar que a vida pode sempre melhorar; confiar em nós e no nosso poder de mudança e transformação; acreditar no outro, que tal como nós, pode ter os seus medos, fraquezas e erros. Confiar que a vida tem os melhores planos pensados para nós.

 

A confiança é a raiz de relações saudáveis: relações pessoais, profissionais, mas, mais importante ainda, a tua relação com a vida!

 

Confia que a vida no que dá e tira sabe o que faz. Confia que todos os momentos são uma bênção e servem para a tua evolução. Confia que o teu coração sabe o caminho. Confia que tudo acontece no momento certo e só quando estás preparada. Confia que se a tua alma escolheu estares aqui agora é porque não há sítio melhor para estares.

Uma confiança que se traduz em fé.

 

Acrescenta este mantra à tua vida e deixa que a magia aconteça : Só por hoje confio!