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Simplesmente Simples

Seg | 28.01.19

Autoestima Em 9 Passos

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Autoestima é um tema que tanto se fala no desenvolvimento pessoal... Mas o facto é que a autoestima é um assunto verdadeiramente importante.

Na minha miopia, autoestima é mais do que um estado a alcançar ou um sentimento. Autoestima é um conjunto de atitudes que cuidam de mim e nutrem o meu amor-próprio:

 

Elogiar

Que bom seria se implementasse o hábito de me elogiar. Quem sabe até posso fazer um exercício diário bem simples e eficaz: todos os dias escrevo 3 elogios de mim para mim e dessa forma nutro o meu amor-próprio.

 

Fazer coisas de que gosto

Haverá prova de amor maior do que dedicar algum tempo na realização de coisas que gosto e me fazem feliz? E para realizar essas coisas não preciso do outro nem do tempo certo. O tempo certo é agora!

 

Dar abraços a mim própria

Pode parecer tão estranho ao início…mas se abraço o outro e se essa é uma forma de mostrar os meus sentimentos, porque não o fazer comigo mesma? Abraçar-me é uma forma de nutrir realmente o meu amor por mim.

 

Fazer uma lista de coisas que gosto em mim

Além de elogiar-me, posso fazer uma lista de coisas que aprecio em mim. Sendo o elogio até algo mais imediato, posso parar, conectar-me comigo, e escrever uma lista de coisas de que gosto em mim. Às vezes até me esqueço que tenho tanta coisa de que gosto e admiro.

 

Reconhecer as minhas conquistas

Colocar objetivos é muito importante, mas reconhecer as minhas conquistas e vitórias é igualmente importante. Gosto de receber o reconhecimento de fora, mas será que eu própria me reconheço?

 

Reconhecer as minhas derrotas não como falhanço mas como feedback

Na vida irei falhar, de certeza. Mas no fundo nunca existe falhanço, existe sempre feedback. Numa situação que correu menos bem posso aprender algo, tratando-se de feedback e não de falhanço, e reconhecer isso é tirar peso dos meus ombros e amar-me.

 

Perdoar-me

Culpar-me não é mesmo a solução. Se quero cuidar da minha autoestima, o perdão é talvez um dos primeiros passos. É importante perdoar-me pelas vezes que considero que errei, sendo que o erro surge da comparação e a comparação é inimiga da autoestima. É importante perdoar-me pelo que permiti que os outros fizessem comigo. Seja que tipo de perdão for e relativamente a quê, mas é importante perdoar-me.

 

Agradecer-me

A gratidão é importante (como falei aqui). Mas será que agradeço a mim própria? Se cuido de mim devo sentir-me agradecida a mim mesma; se faço algo de que gosto, devo sentir-me agradecida. A gratidão por mim própria é um passo para o amor-próprio.

 

Dizer sim a mim (e não ao outro)

Às vezes faço coisas de que gosto menos por não ser capaz de dizer não ao outro. Mas isso é cuidar do outro e não de mim. Devo priorizar-me e se para isso tiver de dizer não ao outro direi. Isso não significa que serei rude nem má com o outro, porque como costumo dizer: mais vale um não com amor do que um sim falso.

 

Certas atitudes poder-me-ão fazer sentido, outras nem tanto. O importante é cuidar de mim de dentro para fora. O importante é amar-me e cuidar desse amor. Talvez até descubra novas formas/atitudes para elevar a minha autoestima.

 

Ter | 22.01.19

#6 Motivos Para Intenções

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No desenvolvimento pessoal muito se fala sobre intenções e ao início de cada ano a importância de defini-las é reforçada e relembrada.

Ao começar cada aula de yoga é também sempre sugerido que defina a minha intenção para a prática daquele dia.

Mas… Qual é a importância e o que é isto da intenção?

A intenção surge em reposta às perguntas:

O que quero ganhar com isto? Qual o propósito maior de querer fazer isto ou alcançar este objetivo?

 

Assim, hoje partilho 6 razões que me recordam da importância das intenções e que me motivam a defini-las não só ao início de cada ano, mas a cada dia e a cada atividade que realize:

#1. In + (a)tenção - como a própria palavra indica a intenção traz a atenção para mim, para dentro do meu Ser e para o meu coração.

#2. Orienta para escolhas e decisões de encontro à minha essência.

#3. Orienta para uma vida com propósito, ou seja, não em vão, não vivo só por viver, vivo com um propósito.

#4. A intenção é sempre positiva, o que gera pensamentos positivos, logo estados emocionais e comportamentos positivos e resultados desejáveis.

#5. A intenção sobrepõe-se a crenças e metaprogramas. Ou seja, apesar do meu sistema estar adaptado a pensar e relacionar-se com uma dada situação de determinada forma, ao definir intenção o sistema fica alerta para descobrir que outra forma se pode relacionar para ir de encontro à intenção.

#6. Traz-me para o aqui agora neste momento e a cada momento. Porque ao me questionar “Oque quero a partir desta experiência?” vivo no presente, não estou nem no passado, nem no futuro, estou aqui e agora.

 

Agora que sei a magia de definir intenções o que vou fazer com isso?

 

Sab | 19.01.19

Desabrochar

   Era uma vez um pequeno botão de flor que queria desabrochar. Apesar de toda a sua vontade havia algo que o prendia, que o impedia de avançar.

   Numa das inúmeras visitas da sua amiga lagarta esta dizia-lhe:

   -Flor, não tens motivo para não desabrochar, és linda e poderosa, mas enquanto te mantiveres botão de flor será difícil de mostrares todo o teu brilho e poder.

   A flor imensamente triste contava-lhe:

   -Eu não te sei explicar o que se passa comigo, quero desabrochar e mostrar todo o meu esplendor, mas é como se houvesse algo que me impede.

   A lagarta, sem mais argumentos, continuou a sua vida pelo campo.

   Mais meses passaram e a linda flor em botão continuava triste e desiludida sem saber o que fazer para desabrochar.

   Certo dia, uma linda borboleta aproximou-se da flor e disse:

   -Olá pequeno botão de flor, não me reconheces?

   A flor bastante intrigada respondeu-lhe:

   -Não. A tua voz soa-me familiar, mas não te conheço.

   Assim, com um ar extremamente feliz a borboleta respondeu-lhe:

   -Sou eu, a tua amiga lagarta. E desta vez acho que descobri o porquê de não conseguires desabrochar. Vou ajudar-te! Irei trazer-te algumas sementes e colocar ao teu lado, terás de esperar que venha o Outono e o Inverno e só na próxima primavera verás a magia a acontecer.

   A flor apesar de desiludida mostrou na sua voz um tom de esperança.

   -Não sei ao que te referes, mas agora que és uma linda borboleta acredito que me possas ajudar. Irei esperar, como me pedes, e espero não me voltar a desiludir. Estou cansada desta vida, quero desabrochar.

   A borboleta, como prometido, assim fez: trouxe várias sementes para perto do pequeno botão de flor.

   Passou o Outono e nada aconteceu. Passou o Inverno (e que Inverno este, de chuva rigorosa!) e nada aconteceu. Até que um dia em plena Primavera o pequeno botão de flor começou a desabrochar. Foi um processo demorado, mas que trouxe uma imensa alegria à flor, e qual não foi o seu espanto quando no dia final do seu desabrochar olhou à sua volta e também ao seu redor existia um imenso campo de flores acabadas de desabrochar.

 

Qua | 16.01.19

O Que Nunca Te Disseram Sobre o Silêncio

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Há dias falava com uma amiga e nos meus desejos para ela neste novo ano surgiu-me a palavra silêncio, e hoje é sobre ela que reflito.

Nos dias que correm, entre trabalho, redes sociais e vida agitada, o silêncio é cada vez mais escasso. Contudo, na minha miopia, o silêncio é uma das peças do puzzle da felicidade.

 

#1. No silêncio ouço o meu coração e aquilo que realmente ambiciono, ora como posso querer atingir objetivos se não cultivar o silêncio para escutar o que quero?

#2. No silêncio sinto o meu real querer além das expectativas e querer da sociedade e de quem me rodeia. Como posso alimentar a minha felicidade se não me ouvir mais do que o externo?

#3. No silêncio ouço os meus “macaquinhos mentais” que me limitam e posso conversar com eles, quem sabe até aprenda a silencia-los também.

#4. No silêncio o tempo é totalmente dedicado a mim, o que pode ser importante para a minha autoestima.

#5. O silêncio aumenta o meu autoconhecimento, e este é fundamental para o meu desenvolvimento pessoal.

 

E tu, cultivas o silêncio no teu dia-a-dia? Que razões acrescentarias à importância do silêncio? 

 

Sex | 11.01.19

Vulnerabilidade: Até Onde?

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Tenho falado bastante acerca da vulnerabilidade e da sua importância aqui no blog, como podes ler aqui e aqui.

Contudo, após verificar uma onda de vulnerabilidade nas redes sociais surge-me ainda reflexão sobre esta palavra.

A vulnerabilidade é importante sim, para me conectar mais facilmente com a minha essência e viver a minha verdade. Nas redes sociais verifica-se um crescente número de pessoas a partilhar as suas dores e vulnerabilidades, pois aumentando empatia com os leitores, também aumenta o número de leitores e seguidores. E até aí está tudo certo! Todos somos livres de levar a nossa vulnerabilidade até onde queremos, mas que esse não seja somente o caminho para aumentar os seguidores pois, se assim é, talvez essa vulnerabilidade não me traga assim tanta felicidade e liberdade a longo prazo.

 

Em tudo na vida importa definir bem a intenção, o porquê de me vulnerabilizar.

Gostava ainda de acrescentar que defendo a importância da vulnerabilidade, mas, até onde deve ir essa vulnerabilidade? Até que ponto é importante vulnerabilizar-me?

Como Seres numa situação subjetiva e pessoal que se chama vida, tudo é subjetivo e deve ser vivido em função de cada pessoa. A minha vulnerabilidade deve ir até onde eu estiver confortável com isso e até que me faça sentido. Se esse limite mudar com o tempo, sou livre também para redefinir o conceito.

Nada é estanque e tem de ser. Tudo pode ser vivido na medida de cada pessoa, mantendo o meu bem-estar e de encontro às minhas intenções.

 

Seg | 07.01.19

1 Ano de Blog!! YEY

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Fez no dia 5 Janeiro 1 ano em que tudo começou. Estava eu com o coração apertado cheio de dúvidas e incertezas, mas com fé de que apesar das dúvidas devia segui-lo e ir em direção ao que sentia ser a minha felicidade.

No dia 5 de Janeiro de 2017 lancei o blog e com o primeiro post começou a grande viagem que me trouxe até ao dia de hoje.

 

O caminho foi longo e nem sempre fácil, com algumas dúvidas pelo caminho e algumas incertezas que me fizeram questionar, mas sempre que esse momento surgia pensava no porquê de tudo ter começado e o motivo que me levou a caminhar.

Muito poderia falar e refletir sobre este ano e caminho, contudo das muitas aprendizagens, gostava de me debruçar sobre uma em particular: o motivo que te leva a acção é a peça chave para atingires os teus objetivos.

 

A MotivAção é o motivo que me leva a ação, e assim, apesar das dúvidas e incertezas passo a passo fui caminhando. O motivo que me leva a agir e a querer alcançar algo é fundamental quando vierem as dúvidas e as questões.

 

Porque quero fazer isto? Porque quero alcançar este objetivo? - Estas são as perguntas chave para conseguir fazer aquilo que sempre quis. Talvez quando quiser alcançar algum objetivo seja mais útil focar-me no porquê do que no como.

 

Não podia falar e celebrar este ano sem te agradecer. Obrigada por me leres. Obrigada pelos comentários. Obrigada pelas aprendizagens. És a minha inspiração e motivação. Por ti, e para mim, escrevo. Por ti e para te inspirar a ser mais feliz ultrapasso as dúvidas e trago a fé que me faz avançar.

 

Hoje celebro este caminho com a intenção simplesmente simples de te (me) relembrar de que os sonhos são possíveis. O sonho e a ação estão a um motivo de distância. Sei agora que quando quero atingir algo se arranjar um motivo bem forte (e quanto mais afetar a forma como me sinto mais forte é esse motivo) mais rapidamente o sonho chega à concretização. O que vou fazer agora com esse conhecimento?

 

Qua | 02.01.19

Persistência Ou Teimosia?

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Hoje no percurso até à minha sala de trabalho cruzei-me com duas pessoas que trocaram poucas palavras, mas que levantaram em mim bastante reflexão nesta época do ano que tanto se fala em objectivos:

“Então, já desististe?”

“Já, não querem saber da minha ideia.”

“Eu cá nunca desisto.”

 

Não sei do que falavam e considero até que as palavras foram usadas de forma que não se percebesse. Mas, pormenores à parte, estas palavras levaram-me a pensar acerca de termos como desistir, persistir, teimosia…

 

A nível do desenvolvimento pessoal, e de mim também falo, muitas vezes se aborda e utiliza a palavra persistir, demonstrando a sua importância no alcance de objectivos – como falei aqui.

Persistir é de facto fundamental, e talvez seja uma das ferramentas mais importantes para alcançar os resultados que quero. Mas persistir não é sinónimo de teimosia.

 

Quantas vezes quero alcançar objectivos e por muito que persista não consigo?

Quantas vezes desisto mesmo de certo objectivo porque a persistência não é suficiente para alcançá-lo?

 

A persistência auxilia-me a alcançar os objectivos, mas isso não significa que tenha de persistir no caminho que já sei que não me leva lá.

Quando o GPS tem um caminho planeado e eu me engano na trajetória, ele automaticamente repensa num novo percurso, num caminho alternativo. Se o GPS fosse teimoso, simplesmente nunca chegaria ao destino, porque não procuraria alternativas.

 

Existirão objectivos que não procurei o caminho alternativo?

Será que nalgumas situações confundirei a persistência com teimosia?