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Simplesmente Simples

Seg | 25.03.19

Como Mudar de Vida?

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É algo que tenho refletido na minha vida e notado na vida de quem me rodeia. É fácil falar e lamentar que não estou bem e feliz e que gostava que a minha vida fosse diferente. Mas na verdade, nalgumas vezes quando me questionam o porquê de me lamentar e o que gostava que fosse diferente, nem sempre sei a resposta …arranjava forma de fugir à pergunta, continuava com outra lamentação, assim era…

Então, se não for capaz de olhar para mim e para a minha vida sem filtros, como saberei o que gostava de mudar? A nível prático, pouco ou nada posso mudar se não olhar para isso.

 

Por outro lado por vezes tenho  questões, sejam medos, necessidades ou outros, que se encontram a um nível tão inconsciente que não tenho a sua perceção – como se um véu me impedisse de ver. Posso sentir um vazio ou que algo não está bem, mas novamente surge então a importância de trazer ao consciente essa informação, porque uma vez no consciente mais facilmente poderei alterar e curar isso.

 

Pode surgir dor, pode surgir medo de olhar para mim e para a minha vida verdadeiramente, sem merd*s, mas quando isso acontece é quando permito que a mudança também aconteça.

 

Então o desafio é limpar as lentes com que olho para mim e me permitir ver, para que assim possa levar até à luz o que assim tiver de ser.

 

Sab | 16.03.19

Máscaras - Só Para o Carnaval?

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Aproveitando a onda e energia do carnaval reflito hoje sobre máscaras. 

 

Perdi a minha mãe bastante cedo, tinha eu 10 anos, e percebo hoje que a partir desse momento passei a utilizar a máscara de que era forte e lutadora. Não penso se me terá sido útil ou não, porque se a vesti é porque foi necessária e útil  na altura, e está tudo certo. A questão é que durante muito tempo vestindo essa máscara não pedi ajuda, chorei em silêncio, gritei para dentro e de facto pedir ajuda e vulnerabilizar-me pode ser realmente curador e transformador. Agradeço à máscara que me foi útil, mas hoje decidi estar atenta a ela. E assim desejo também estar atenta a outras possíveis máscaras: olhar para elas, com todo o carinho, e tentar perceber se serão úteis ou se de alguma forma me limitam. E nessa tomada de consciência poderei despi-las e viver cada vez mais em verdade.

 

Que máscaras visto agora na minha vida? 

Que máscaras escolhi colocar ao longo do meu percurso? 

Serão essas máscaras ainda úteis? 

Será que me possibilitam ou limitam no alcance dos meus objetivos?

Percebo agora que em determinadas alturas algumas máscaras podem ser bem confortáveis e úteis, contudo podem tornar-se bastante cansativas e limitadoras. O que vou fazer agora com essa informação?

 

Sex | 08.03.19

Da Disney à Mulher Real

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Imagem: Pinterest

 

Quando era miúda uma das minhas princesas da Disney favoritas era a Mulan, a guerreira que foi à luta e à conquista, não se subjugando pela opinião dos outros. Gostava de outras princesas, mas não me identificava verdadeiramente com nenhuma. Hoje pouco recordo das histórias das restantes princesas, enquanto que as músicas da Mulan ainda vivem na minha memória.  Com o passar dos anos também a Brave e a Vaiana me trouxeram bastante identificação, mas a idade já era outra e o olhar mais desperto. Contudo, hoje, olhando para trás recordo e observo quão essas princesas poderão ser importantes na nossa vida, na vida da mulher.

O arquétipo feminino está ferido. A mulher selvagem foi domada e colocada em caixas: a mulher dona de casa, a mulher mãe de filhos, a mulher amante que tudo faz pelo seu amado... Se voltarmos às princesas, recordemos: a Cinderela, que se rebaixou perante as irmãs para não ser “desagradável”; a Bela Adormecida, que deixou adormecer todo o seu poder esperando que o tal príncipe a acordasse (como se ela não tivesse a força para acordar por si própria); a Rapunzel, que acreditou em verdades, que não a sua, que a impediram de conhecer o mundo; a Branca de Neve, que tal como a Bela Adormecida, somente com o poder de um beijo a faz acordar de um feitiço…

A mulher foi colocada em caixas, esqueceu-se que nela vibra também poder, força, coragem e capacidade de gerar a vida. A mulher é sagrada e permitindo-se colocar em caixas e categorizações deixou adormecido o seu poder. Mas sabes, não é necessário um príncipe para acordar esse poder… nós mulheres temos o poder! O poder de agir, de falar, de fazer ouvir nossa voz…  Contudo não pretendo tirar o poder aos homens, pelo contrário, todos temos o poder sob a nossa própria vida.

Não se trata de um texto feminista, trata-se de poder pessoal. Trata-se de curar feridas e sanar memórias. Trata-se de curar um arquétipo ferido e deixar viver a mulher selvagem.

Celebrando esta data e este dia, nada contra a Disney, e claro, generalizando histórias, mas apelo à reflexão de tudo isto… Apela à reflexão do que para ti significa ser mulher? Apelo, a ti homem, que reflitas sobre se colocas a mulher numa caixa ou de que forma lhe dás liberdade?

 

E assim termino me dirigindo diretamente ao teu coração Mulher:

Manda a tua princesa tirar férias e relembra o ser selvagem! Não deixes que te coloquem em caixas! Não permitas que alguém ou alguma opinião dite o que vestes, fazes ou falas. Simplesmente vive e vive-te na tua liberdade total. Há espaço para seres delicada, mas também haverá sempre espaço para seres selvagem! Tu és mais um ponto de luz no Universo e carregas no teu ventre o poder de toda a criação.

 

Ter | 05.03.19

Como Conectar com a Essência?

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Ao nível do desenvolvimento pessoal e espiritualidade, muito se fala do propósito e essência, nomeadamente da importância de me conectar com a minha verdadeira essência... Mas afinal o que é isto de essência? E porque é tão importante conectar-me com a minha essência?

 

Quando nasce o Ser humano vibra num estado que denominaria de verdadeira essência, nele está comtemplada a nossa verdadeira natureza. Com o tempo e crescimento aprende-se os valores, agrega-se crenças e formata-se a identidade, e até aí está tudo certo.

A questão surge pelas crenças que me são transmitidas. Seja pais, professores, educadores e sociedade de forma global formata e programa em que sentido vai o Ser humano, o que vai acreditar e por consequência como se vai sentir e que resultados vai obter. E assim é fácil perceber a importância de me conectar à minha essência. Talvez tantos objetivos não consiga alcançar porque acredito em algo que me impede de seguir e alcançar... A essência é aquilo que eu sou antes da minha história, antes de ter sido magoada, antes de ter medo, antes de desconfiar...

 

Então, como voltar à essência? E para quê? Tenho refletido sobre isso e em primeira instância, o que me surge é:

Conecta-te com a tua criança. De que gostavas em criança? O que acreditavas em criança? Se sentires dificuldade em recordar isso, rodeia-te de crianças e observa-as.

Até podes mesmo meditar, sentir como se fosses novamente a criança. Até podes observar fotografias tuas em criança. Em que acredita a tua criança? O que era realmente importante para essa criança? Quais os valores originais dessa criança?

Quando me conecto com a minha criança percebo e sinto que na minha essência não há comparação, há amor. Há pureza e imaginação. Há vontade de ser, criar, acontecer. Não há medo! Há vida!