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Simplesmente Simples

Simplesmente Simples

Ter | 30.04.19

AceitAção

Aceitação. Esta seria uma das minhas palavras dos últimos tempos. A palavra que define muito do que estou a “trabalhar” em mim (e coloco trabalhar entre aspas porque trabalhar na minha miopia acarreta peso e dificuldade). 

 

Após um dos círculos de mulheres, a aceitação vibrava em todo o meu Ser, considero até que nunca me senti tão bem na minha própria pele, nunca senti tamanha aceitação sobre mim mesma e sobre a vida. Entretanto após algum tempo, desafios e situações senti-me a vibrar mais baixo novamente, um estado emocional mais denso, mais cansaço e desmotivação…

 

Na partilha desse estado com um grupo lindo de pessoas, referi-me como perdida, porque queria voltar ao estado que senti no final do círculo e sentia-me tão longe disso. Ao que a resposta vinda de uma grande pessoa me disse algo como “Aceita, faz parte do processo”. E aí caiu-me a “ficha”.

 

Procurava um estado de aceitação e amor-próprio já vivido, e na busca incessante de lá chegar, não aceitava o estado do momento. Então talvez tudo comece por aceitar a forma como me sinto agora, sem apego à forma como me senti anteriormente.

 

Aceitar não significa ficar com o belo e amor e rejeitar o restante. Aceitar é ficar e contemplar todos os estados emocionais, todas a formas como me sinto. Talvez tantas vezes perca tempo em busca de algo e no fundo o segredo seja somente a aceitação e chego lá novamente.

 

O que ainda posso aceitar em mim e na minha vida que me possa trazer mais paz?

O que é que ainda não aceitei, que se aceitasse poderia trazer-me mais felicidade?

 

Sinto ainda de acrescentar que aceitar não significa não querer mudar. Aceito tudo de braços abertos e mantenho-me onde estou. NÃO! Aceitar, para mim, significa olhar onde estou sem julgamento com fim a permitir-me ver o que posso mudar, se assim o pretender. Em vez de perder tempo a lutar contra o que tenho, que não me traz soluções, aceito onde estou e mais facilmente o meu sistema arranja recursos para alterar o que pretendo. Aceito e o sistema mais failmente parte para a acção.

O que vou aceitar ainda hoje?

 

Qua | 24.04.19

Sobre Curar Medos

Há muito tempo que queria facilitar círculos de mulheres, um sítio e momento onde cultivássemos em conjunto o amor-próprio, autoconhecimento… Um momento onde (re)lembrássemos os valores da igualdade, irmandade, não julgamento, não comparação e aceitação.

O caminho faz-se caminhando e há alguns meses alcancei esse objetivo. Mas não é sobre isso que te quero falar hoje. Hoje quero falar sobre o medo da minha luz, o medo do meu poder, o medo do meu potencial ilimitado e felicidade.

 

Na manhã seguinte ao primeiro círculo de mulheres senti-me verdadeiramente feliz, uma felicidade não pensada e elaborada mentalmente, uma felicidade plena que vibrava em todas as minhas células. Mas essa felicidade trouxe consigo medo e assim um grande insight.

Tinha medo da felicidade. Tinha receio da felicidade plena. Alimentava em mim crenças, oriundas da educação e sociedade, de que a felicidade dá trabalho, não dura muito, como se a felicidade tivesse um lado sombra e negativo quase maior que o lado luz e positivo. E como poderia ser e sentir-me verdadeiramente feliz alimentando essas crenças?

 

Essa nova visão e descoberta sobre mim trouxe-me muita aprendizagem e reflexão, e hoje após o segundo dia de detox emocional orientado pela Inês Gaya, veio novamente esse sentimento: o medo do meu poder, o medo do meu potencial ilimitado…

 

Que medo ainda me limita?

Se não tivesse esse medo como seria?

Como seria a minha vida se não tivesse medo da minha própria luz e poder?

 

Então, que este detox e esta partilha me curem de crenças limitadoras que ainda carrego em mim, e que aos poucos deixe a minha luz brilhar cada vez mais e mais.

 A vida e a evolução é sobre autoconhecimento, e o conhecimento dos meus medos permite-me trazer mais luz e cura, permitindo que a felicidade venha sem medos, que a luz brilhe sem reticências e que o potencial ilimitado e poder vibrem de dentro para fora trazendo para mim e para quem me rodeia toda a minha medicina.

 

Que medo ainda não me permiti ver?

 

PS. Se estás interessada em participar nestes círculos fala comigo, vamos celebrar a vida juntas<3

 

Qua | 24.04.19

De Que Tamanho São os Teus Medos?

Quão pequenina sou eu?

Quão pequeninos sãos os meus medos e as minhas dúvidas?

Nesta Páscoa visitei mais uma vez a minha irmã que vive noutro país. Nestas viagens de avião surge-me sempre várias vezes a mesma reflexão: quão grande e quão pequena sou eu ao mesmo tempo?

Ao vislumbrar a paisagem acima das nuvens tudo é tão pequeno, tudo o que considero grande se torna tão supérfluo como os meus medos, indecisões, dúvidas... Mas ao mesmo tempo, sendo tão pequena posso fazer grandes coisas, como contagiar um sorriso, dar um abraço, dar o meu amor. Sou tão pequena e ao mesmo tempo tão grande!

Pensar assim traz-me paz. Amplia a perspetiva e acredito que me traz mais recursos para lidar com as situações…

Esta mudança de perspetiva é fácil quando viajo de avião. Mas sabendo isto talvez possa utilizar a mesma ideia noutras situações e contextos. Talvez baste apenas fechar os olhos, viajar bem na minha mente e a perspetiva se transformar sobre todas as coisas.

Mais uma ferramenta ao meu dispor, o que vou fazer com ela?