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Simplesmente Simples

Simplesmente Simples

Qui | 30.05.19

Agradar ou Não? Eis a Questão

“Tens que ser boa para as outras pessoas.” Quem não ouviu esta frase em criança que levante o dedo.

Na minha infância esta frase foi uma constante, não propriamente nestas palavras exatas, mas a mensagem de que deveria agradar ao outro passou e firmou-se bem fundo no meu Ser. Muito do que fiz e conquistei foi pensando no outro e em como o faria feliz. E, claro, que esses são também alguns dos valores que defendo, a felicidade do outro e o seu bem-estar.

Contudo, ensinaram-me a ser boa pessoa para o outro, mas esqueceram-se de me ensinar que em primeiro lugar devia vir o Eu, sempre! Não julgo quem me ensinou ou educou, porque tudo foi útil em certa instância e só agradeço, porque fizeram o melhor que podiam com o que tinham disponível. 

Enfim…a programação de que deveria ser boa pessoa para o outro talvez tenha sido útil em alguns momentos da minha vida, mas noutros momentos limitou-me.

No desenvolvimento pessoal muito se fala de que devemos seguir os nossos sonhos e o nosso propósito e amar-nos incondicionalmente. Mas como posso amar-me dessa forma se em primeiro lugar agrado o outro? E se esse sonho ou missão for contra aquilo que me incutiram como o certo da sociedade ou o que agrade à categorização dessa sociedade? E se esse propósito contradizer aquilo do ser bom para as outras pessoas? Ser bom para as outras pessoas quererá dizer que devo subjugar-me ao que pensa o outro? De que forma esse agradar o outro me limita na minha vida?

Se não vivesse sob esse pressuposto de que devo agradar e ser boa para o outro, o que poderia ser diferente na minha vida?

Proponho-te essa reflexão. Quem colocas em primeiro lugar na tua vida, tu ou o outro?

Não quero criar falsas ideias sobre ego ou egoísmo. Quero sim, que não te limites. Que não deixes de viver o teu sonho por esse sonho não agradar ao outro. Em primeiro estarás tu, hoje e sempre. Claro que com isto não quero dizer que vamos virar costas ao mundo, mas sim, que dizendo sim a mim viva a minha verdadeira luz e a possa levar também ao outro em verdade.

 

Sab | 25.05.19

A Verdade de Mim Mesma

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Se há 1 ou 2 anos atrás alguém me dissesse que iria estar a publicar esta foto nas redes sociais e a abrir-me ao mundo desta forma eu diria que estavam todos loucos.

Há algum tempo senti vontade de criar um blog. Recordo-me como se fosse hoje do momento em que ao tirar fotos ao meu pequeno almoço, só porque sim, partilhava com a minha irmã “Ah, qualquer dia faço um blog...” e ela simplesmente me respondeu “E porque não?”. Contudo o porque não era mais forte do que o porque sim. Os medos da partilha e da exposição eram superiores à vontade de criar e fazer algo.

Passado algum tempo e após muitos pensamentos de julgamento e auto-boicote, lá criei um blog, de forma anônima, porque isso garantia que ninguém me apontaria o dedo ou julgaria...  Partilhava, mas não me partilhava e expunha ao mundo.


Fui caminhando e contactando com tantas crenças... coisas nas quais acreditava e que simplesmente me paralisavam e impediam de chegar mais longe, como a de não ser capaz, a de não ser boa o suficiente, o que pensariam e diriam as pessoas...
Aos poucos fui explorando os meus recursos e lidando com essas crenças. Comecei por contar aos amigos que tinha um blog, partilhei com algumas pessoas, e aos poucos fui me desafiando. Hoje além do blog já não ser anónimo, realizo alguns eventos que publicito através dele, e continuo a caminhar na direção do meu propósito e missão e de encontro aquilo que realmente me apaixona.

E todo o processo sinto que hoje o poderia resumir em aceitação!

 

Sempre me senti diferente, não me identificava com os valores da sociedade, com o sistema burocrático... Mesmo no meu elo de amigos sempre me senti diferente...aquela que pensava diferente, aquela que via a vida de forma diferente...sofri. Chorei muito no silêncio em mim mesma. Passei muitos momentos perdida, sem encontrar o porquê da minha existência, a razão de me sentir diferente... sentia que não pertencia a nada e este aparente sentimento de não pertença gerou muitas lágrimas e feridas. E nesse processo a vida ainda me ia trazendo “presentes” que me tornavam e faziam sentir ainda mais diferente: aquela que não pode comer glúten, a que faz alergia ao leite, aquela que perdeu a mãe aos 10 anos…

 

Nesta busca de mim mesma e do meu lugar no mundo, fiz várias terapias, desde as mais convencionais como a psicoterapia, àquelas que muitas pessoas ainda olham de lado como a leitura da aura e mapa astral por exemplo... tirei cursos, fui a retiros, fiz formações...
E hoje ressoa na minha mente uma frase que ouvi numa dessas terapias ainda tão “mistificada” : “Transforma a tua dor em dom!” Algo que na altura me tocou, mas não ressoou. Como seria possível transformar a dor em dom? Mas que dom? E qual das dores?

Hoje nada me faz mais sentido que isso!

 

E só assim, após todo o processo, que é contínuo e sem término, sou capaz de hoje partilhar esta foto que nada mais é do que eu, mas que demonstra em si a minha verdade e brilho.

E só na verdadeira aceitação (e repito que o processo é um caminho) sou capaz hoje de me partilhar assim, tal como sou: Laura Pereira, descalça na natureza, com o tambor em punho. Esta sou eu agora. A minha verdade. O meu verdadeiro brilho.

 

E percebo hoje que para viver o meu verdadeiro brilho tive de me aceitar tal como sou, com muita luz, mas muita sombra, com muitas qualidades e também muitos defeitos. Tive de diminuir a importância da opinião do outro na minha vida. Tive de abrir os braços a quem sou, verdadeiramente.

Junto à aceitação chega também a confiança em mim mesma, que aos poucos me ajuda a caminhar e conquistar o mundo que sonho. Sinto-me hoje feliz e sinto que encontrei o meu lugar no mundo. O meu lugar no mundo não é físico, não é uma cidade, nem um país, é muito mais que isso. É o lugar no coração e ação no qual me exponho e me mostro verdadeiramente a mim mesma e ao mundo.

Talvez as dores se tenham realmente transformado em dons, e abraço hoje também a missão de levar esta aceitação até ao outro e às pessoas que me rodeiam.

E sobre esta aceitação, reflito hoje:

O que ainda não aceitei em mim e na minha vida?

O que poderei aceitar agora que me poderia trazer mais paz?

Se me aceitasse agora tal como sou até onde me poderia levar essa aceitação?

 

Qui | 16.05.19

Rumo à Felicidade

Estás a espera de quê?

Há quem espere pelo peso ideal ou pelas condições meteorológicas perfeitas.

Há quem espere pela companhia ideal ou que a oportunidade apareça.

Há quem espere por sentir toda a força e coragem.

Há quem espere para fazer acontecer e há quem faça.

Há quem espere para ser, fazer e estar, e há quem seja, faça e esteja.

Em qual dos grupos te inseres?

Se te encontras no grupo que espera algo, convido-te a fechar os olhos e a sentires como se esse passo já tivesse sido dado. Como te sentes? Como te sentirias feliz se já tivesses lá? Consegues sentir esse estado de realização de já teres dado esse passo?
Então abre os teus olhos, arruma os medos para canto e dá o passo. Talvez descubras que a força sempre esteve aí e a coragem está toda dentro de ti!
Atreve-te!

 

Qua | 08.05.19

Descobre Um dos Inimigos da Autoestima

Quando me comparo com outras pessoas como me sinto?

A comparação traz-me mais amor ou dor?

Quando é que a comparação entrou na minha vida? E será ainda útil para mim?

 

Quando me comparo com outras pessoas noto que a minha autoestima baixa. A comparação traz consigo crenças como a de não ser suficiente, de não merecer... E na minha vida essas crenças limitam-me de forma generalizada. Limitam o que acho que consigo fazer, limitam o acesso a recursos que me tornam realmente capaz de alcançar os meus sonhos... então se assim é porque decido ainda viver no registo da comparação?

 

Deparei-me na minha vida e na de quem me rodeia que a comparação é um dos principais inimigos da autoestima e felicidade. Então o que decido fazer agora com essa informação, vou continuar a comparar ou quebrar esse hábito?

 

Seg | 06.05.19

Às Mães e Não Só!

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Se és mãe, este post é para ti. Se não és mãe, este post também é para ti, mulher!

 

Antes de mais, desejo um Feliz Dia da Mãe a todas as mulheres (mesmo que atrasado)!

 

Ainda não sou mãe, ou melhor, ainda não gerei um Ser dentro de mim. Na foto é a minha linda sobrinha há quase 1 ano atrás...

Contudo, também ontem me festejei e por isso quero, a ti mulher, desejar-te um ótimo dia, tenhas tu já gerado um Ser ou não.

 

Todas nós somos mães. Mães de nós próprias, mães de sobrinhos, de primos e até alguns vizinhos. Somos mães porque no nosso ventre geramos sonhos e lhe damos forma e corpo, geramos a nossa vida, geramos e parimos a nós próprias a cada morte e renascimento.

Ser mãe é gerar, criar, nutrir e cuidar. E esse é um arquétipo e energia de todas nós, mulheres. E por isso, que possamos todas celebrar este dia e celebrar-nos!

 

Que todas possamos sonhar e dar corpo a esses sonhos, que possamos todas celebrar a capacidade de criar a nossa vida à nossa medida, que possamos todas celebrar a capacidade do nosso ventre de gerar, criar, nutrir e amar.