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Simplesmente Simples

Qua | 14.11.18

Conceptualmente: Todos Iguais!

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Aquilo que nos une é superior ao que nos separa. - Frase clichê, que nem sempre a sinto, a pratico, e lhe dou o real valor!

Ontem a falar com alguém dizia-me: “Tu estás diferente, davas-te de forma diferente com as pessoas. Quando não gostavas de alguém criavas uma barreira, agora tentas compreender essa diferença e o que podes aprender com isso.”

 

Desta afirmação posso retirar tanta coisa, tanta informação importante. Claro que muito se explica pela minha formação e caminho de desenvolvimento pessoal, mas na prática o que mudou?

 De facto, a minha vida exterior pode não ter mudado muito. Trabalho no mesmo sítio e relaciono-me mais ou menos com as mesmas pessoas. Então talvez o que tenha mudado seja o interior, seja a minha forma de pensar e estar.

Nesta reflexão surgem-me duas questões ou pensamentos pertinentes que utilizo no meu dia-a-dia. Talvez estes façam realmente a diferença na minha forma de interagir e de me relacionar com o mundo.

 

O que posso aprender com isto?

 

O que tenho em comum com esta pessoa?

 Vivemos numa sociedade moldada para ver a diferença, independentemente da grandiosidade dessa diferença. Diferença de género, diferença na cor da pele, diferença de gostos, diferença de estatutos sociais, diferenças e diferenças que nunca mais acabam e criam barreiras relacionais. Mas será que se me focar nas diferenças crio proximidade ou afastamento das pessoas? Será que ao focar nas diferenças não me afastarei de certa forma de mim própria?

 

Talvez seja para mim mais útil focar-me na igualdade. Talvez se me focar na igualdade consiga criar mais ligação e proximidade com cada pessoa. Talvez até consiga lidar mais fácil e levemente com situações e pessoas que anteriormente me perturbavam.

 

Proponho-te um exercício:

Pensa em alguém de quem não gostas, alguém com quem estás em choque, alguém que neste momento simplesmente te venha à mente, sem analisar ou julgar.

Agora pensa o que tens em comum com essa pessoa. O que te aproxima dela.

Que traços tens em comum com essa pessoa?

É possível que a resposta imediata seja: Nada!

Mas questiona-te: O que eu quero? O que quer esta pessoa? O que procuro em ultima instância? O que procura também esta pessoa?

Através de questões sucessivas talvez possas concluir que: ambos são seres humanos e ambos têm como ambição a felicidade.

 

De facto, todos temos algo em comum e ambicionamos o mesmo: Somos seres humanos e queremos ser felizes!

É verdade que existirão sempre diferenças, mas existirá sempre algo em comum!

Realmente é certo que a felicidade é um conceito dinâmico e pessoal. O que representa a felicidade para mim e aquilo que faço para a atingir poderá ser completamente diferente das pessoas que me rodeiam. Isso tornar-me-á completamente diferente da outra pessoa? Talvez não, no fundo ambos queremos o mesmo, somente tivemos aprendizagens e vivências diferentes.

 

De onde vêm então essas diferenças? Se queremos todos o mesmo, porque somos tão diferentes?

Quando nasci era um bebé com as mesmas necessidades, crenças e ambições que todos os restantes bebés. O que de facto poderá explicar o caminho em sentidos diferentes é a vida que temos, o nosso passado e as nossas aprendizagens, mas isso não muda a intenção major da experiência humana. E essa é realmente o desejo de felicidade. A felicidade, no fundo, sobrepor-se-á a tudo. Portanto aquilo que nos une é realmente superior àquilo que nos separa.

 

O que ganho em pensar assim? O que pode mudar na minha vida se focar no que me une aos restantes?

Talvez se me focar no que tenho em comum com essa pessoa o sentimento que nutro por ela mude de certa forma, ou simplesmente se torne mais leve. Talvez a minha vida se torne de forma global mais leve. Talvez todas as minhas relações se transformem magicamente.

 

O que vou fazer na minha vida com esta informação? Vou continuar a lamentar, ou criar relações mais reais e belas?

Vou focar nas diferenças e criar barreiras, ou focar na igualdade e ter relações mais prazerosas?

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