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Simplesmente Simples

Qua | 07.11.18

Energizando de Dentro para Fora

Hoje é com a Joana que me inspiro. Ela tem 32 anos e à parte de como se define profissionalmente, gosta de ler, escrever, viajar e passar horas à conversa com amigos.

 

Venho contar-vos um pouco de como eu, enquanto enfermeira e terapeuta (e também ser humano), cuido da minha energia, alguns dos meus rituais, e apenas um pouco da minha perspetiva sobre isto, porque podia ficar aqui a escrever, escrever, escrever.

Tanto como enfermeira como enquanto terapeuta, trabalho directamente com pessoas que sentem dor ou desconforto, além de toda uma bagagem de experiências de vida que carregam consigo, tal como eu carrego a minha. No hospital estou com pessoas que se queixam porque a cirurgia foi adiada, ou porque não querem estar ali. Lido com a morte. Os familiares muitas vezes procuram em nós respostas que não conseguimos dar. Há em mim sentimentos de grande impotência em relação ao sofrimento, quando já se tentou de tudo para o amenizar. Eu e os colegas por vezes somos também afectados pela nossa vida “lá fora”, e isso transforma o ambiente de trabalho. É tão fácil culpar um ambiente tão pesado emocionalmente por aquilo que nos acontece, não é?!

Adoro o que faço, mas por vezes chego a casa a sentir-me completamente esgotada de uma forma que não consigo explicar. Não é só físico, não é só mental, é mais do que isso. Ouvimos muitas vezes falar das energias negativas que outras pessoas ou determinados locais carregam, e eu acredito nisso, mas também acredito que se responsabilizarmos apenas o que é externo nunca estaremos em equilíbrio. Este equilíbrio é muito importante para conseguirmos ajudar o outro e também a nós próprios.

Energia: damos e recebemos

É normal quando somos terapeutas ou qualquer outro profissional que lide directamente com pessoas, principalmente, segundo me explicaram, quando trabalhamos com as mãos e utilizamos o toque, que exista uma troca de energia. Ambas as pessoas podem ser afectadas. O meu professor de Yoga, que também é terapeuta de massagem, desde o dia em que soube que eu estava no curso de Massagem Ayurvédica, que me disse que para eu fazer massagem aos outros devo fazer meditação diariamente. Outras pessoas aconselharam-me a fazer uma limpeza a mim própria e ao ambiente antes de iniciar qualquer terapia, incluindo entre terapias. Estas pequenas coisas ajudam a diminuir a possibilidade de transferência de energia negativa de ambas as partes ou do ambiente, ou ajudam a eliminar a energia que tenha sido transferida. Damos e recebemos energia. Ninguém faz por mal, simplesmente é assim. Aqueles dois conselhos são duas coisas às quais me mantenho fiel desde que os ouvi. Só assim sinto que sou capaz de dar o melhor de mim aos outros.

Também depende daquilo em que acreditamos

Na minha opinião, aquilo em que acreditamos está muito relacionado com a forma como as energias nos afectam. Adoro cristais, por exemplo. Acredito que nos podem trazer determinadas vibrações, ajudam-nos a focar-nos nas nossas intenções, mas, como digo sempre, não é por perder algum que fico a chorar e a achar que a partir dali tudo vai ser pior. Aqui, o apego por ter o efeito inverso daquele que inicialmente estava planeado. A diferença é que as coisas fogem mais ao nosso controlo quando atribuímos os resultados apenas a algo externo, do que se acreditarmos que também temos influência sobre isso: podemos tentar afastar-nos daquilo que nos faz mal, mas por vezes isso não é possível, como no trabalho. Por isso é tão importante, na minha opinião, acreditar que também nós temos uma grande influência na nossa energia e que podemos trabalhá-la e protegê-la.

Os nossos pensamentos, aquilo que interiorizamos, também são de extrema importância aqui. Se achamos que algo irá correr mal, que vamos ser afectados por isto ou aquilo, então é provável que aconteça, mais que não seja porque é nisso que nos focamos. Alterar o tom dos nossos pensamentos, apesar de nem sempre ser fácil, pode ser um grande passo para sermos mais felizes e sentirmos energia positiva a envolver-nos. Sinto-me mais alegre e consigo digerir mais facilmente aquilo que acontece, mesmo aquelas situações mais “negativas”. Isto significa que posso ajudar a resolver aquilo que deve ser resolvido com uma mente mais clara e um coração mais aberto, com compaixão e compreensão. Claro que há dias e situações que me afectam mais, mas isso é como tudo. Afinal, somos todos seres humanos. Quantas vezes cheguei a casa e tive de libertar momentos e sentimentos relacionados com o dia de trabalho, porque lá a minha prioridade é pessoa que se encontra à minha frente, e tenho noção que o que se passa dentro de mim pode ser trabalhado em casa. O importante é conhecermo-nos e trabalharmos de acordo com aquilo que necessitamos.

Falo-vos abaixo de alguns dos meus rituais. Ajudam-me a manter o foco e direccionar as minhas intenções, e isso é essencial para me sentir mais positiva, e até renovada.

• Cristais, que diariamente deixo a minha intuição escolher, e que levo comigo quando saio de casa ou utilizo para complementar algum ritual.

• A meditação diária tem sido uma excelente aliada, mais que não seja porque percebo quais os pensamentos que me assaltam quando estou em silêncio. A partir daí, procuro trabalhar esses pensamentos e as minhas emoções. Já terminei meditações a dançar de forma energética, porque sentia que era isso que devia fazer para “expulsar” as emoções negativas que sentia naquele momento. Acreditem, é libertador.

• Guardo os banhos de ervas para aquelas fases em que ando mesmo em baixo, em que eu própria me sinto pesada e preciso “renovar” energias de forma mais ou menos rápida.

• Natureza é cura! Adoro passear de pés descalços, principalmente na relva ou na terra. Adoro recarregar baterias na natureza, e todos os dias procuro contacto, pelo menos, com as minhas plantas e estar só um pouco com a lua à noite. Quando posso, procuro um contacto mais profundo, num jardim, numa serra ou numa praia, por exemplo.

• De tempos a tempos faço o auto-tratamento de Reiki durante 21 dias, e faço também muitas vezes antes da meditação. Faz ainda parte do meu ritual de limpeza antes das terapias.

• Escrever no meu caderninho. É um momento em que escrevo aquilo que me vai na alma, seja em prosa, seja em poesia, sejam palavras soltas. É uma forma de desabafo que me permite chegar mais longe, porque consoante vou escrevendo, novas preocupações, feridas antigas, podem ir surgindo, e desenvolvo a partir daí. Procuro sempre terminar com algo positivo, para ser essa a vibração que me acompanha quando fechar o caderno, por isso no final escrevo uma lista das coisas pelas quais sou grata.

• Incensos, para limpeza do ambiente ou de mim própria, excelente entre massagens ou depois de um turno no hospital. Para mim, os incensos naturais são os melhores.

• Sempre, sempre, sempre, inicio e termino o meu dia a agradecer pelas coisas boas e pelas aprendizagens ao longo da minha caminhada.

Estes são apenas alguns exemplos dos rituais que eu faço, e cada um de nós deve procurar o que faz sentido para si a cada momento.

Espero que gostem desta partilha. Um agradecimento do tamanho do Universo por me ter sido dada a oportunidade de escrever neste lindo cantinho, que eu sigo com tanto carinho já há algum tempo.

Um abraço de Amor e muita Luz,

Joana Silva

 

 

O que poderei levar deste testemunho para a minha vida?

Será que se cuidar primeiro da minha energia, antes de culpar o externo, algo mudará?

 

Segue a Joana: aqui e aqui!

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