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Simplesmente Simples

Qua | 10.10.18

Eu Mereço, e Tu?

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Durante muito tempo achei que não era merecedora. Só agora olhando para trás vejo como me boicotei e autossabotei. Afirmava: “Sim, eu acredito que mereço, mas tenho de fazer isto para conseguir.” “Eu sei que mereço, só que nunca recebo.” Expressões como “mas” e “só que”, não me faziam vibrar o sentido de merecimento como o sinto hoje. O “mas”, oculta tudo aquilo que se profere anteriormente, o “só que”, implica uma condição.

 

Sou merecedora, sem condições ou obrigações, simplesmente porque sim. Pelo meu valor intrínseco sou merecedora, tanto como todas as pessoas.

 

De onde virá este sentimento de não merecimento?

De onde vem o sentido de obrigação de algo para merecer?

Quem disse que para merecer existem condições?

 

Em reflexão surgem-me as palavras recompensa e elogio… Em criança ouvimos: “Porta-te bem para te dar aquilo.” “Que linda, comeste tudo.” “Que menina bonita, fez os tpc todos.” Criaremos nós o sentido de merecimento com estas afirmações?

Talvez a forma como surgem os elogios, talvez a forma como me incutiram o merecimento me tenha levado durante muito tempo a não me sentir realmente merecedora, incluindo tudo o que essa bela palavra implica.

Não culpo a educação que tive, pois os meus pais fizeram o melhor que podiam com os recursos que tinham. Mas de que serve o passado senão para aprendermos e termos a possibilidade de crescer com ele?

 

O merecimento não tem condições. O merecimento não subentende raças, faixas etárias, sexo, genética, sorte ou azar. O merecimento surge de igual forma para todos. Acredito hoje que todos somos verdadeiros merecedores.

 

Daí surge-me mais uma questão… sentimo-nos merecedores porque temos algo? Ou temos algo porque nos sentimos merecedores? Onde começa o sentimento, de fora, ou de dentro?

Hoje sei que talvez me possa sentir merecedora mesmo antes de ter ou acontecer. Talvez se me sentir realmente merecedora até atraia para mim aquilo que realmente desejo.

Talvez em vez de “ver para crer”, possa “crer para ver”.

 

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